As reservas internacionais líquidas de Angola atingiram 16,2 mil milhões de dólares norte-americanos, assegurando uma cobertura equivalente a oito meses de importações, anunciou, esta quinta-feira, em Luanda, o Presidente João Lourenço, durante o discurso sobre o estado da Nação.
Ao falar sobre as Finanças Públicas e Contas Externas, João Lourenço explicou que foi implementado um amplo programa de reformas no quadro do sistema financeiro, consolidando um quadro alinhado com os padrões internacionais, o que contribuiu para um sector bancário mais sólido, transparente e resiliente.
O Chefe de Estado sublinhou, ainda, que o reforço dos mecanismos de supervisão de crises e instituído o fundo de resolução bancária, o que aumentou a protecção dos depositantes e a capacidade de resposta a riscos financeiros.
“O valor total disponibilizado aos agentes económicos duplicou, passando de 4,4 bilhões em 2022 para 8,9 bilhões do kwanzas em Maio de 2026, tendo os financiamentos ao abrigo do aviso número 10, representado 16,8% deste montante. Assim, a referida norma consolidou-se como um dos instrumentos importantes para a diversificação e formalização da economia. Foi implementado um tendo sido reforçados os mecanismos de supervisão e prevenção de crises”, disse o Presidente João Lourenço à Nação.
Segundo João Lourenço, os progressos alcançados foram reconhecidos por instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, que relevaram os avanços do nosso país em matéria de estabilidade financeira e da supervisão bancária.
Destacou o restabelecimento de relações de correspondência com alguns bancos dos Estados Unidos da América.
Explicou também que o índice de inclusão financeira situa-se hoje nos 54,8%, ampliando o acesso dos cidadãos aos serviços financeiros e instrumentos de participação económica.
Referiu que o investimento estrangeiro no sector não-petrolífero cresceu 54%, face ao período anterior, conferindo um impulso positivo à estratégia de diversificação da economia.
Nesse contexto, o país mantém-se como uma referência na economia africana.




