Angola arrecadou 200,7 milhões de dólares com a exportação de 740,75 mil metros cúbicos de rochas ornamentais, entre 2021 e o primeiro semestre de 2026, confirmando o potencial do subsector Mineiro Não Petrolífero na geração de divisas para a economia nacional.
Os dados disponibilizados mostram que, entre 2021 e 2025, o país exportou cerca de 601,3 mil metros cúbicos, avaliados em aproximadamente 179,4 milhões de dólares.
No primeiro semestre de 2026, as exportações atingiram 139,48 mil metros cúbicos, avaliados em cerca de 21,3 milhões de dólares, reforçando a trajectória de crescimento do segmento.
A Huíla continua a ser a principal província de origem das rochas ornamentais comercializadas no exterior, seguida pelo Namibe, Benguela e Cuanza-Sul.
China, Espanha e Itália absorveram, em conjunto, 89,16% do valor total das exportações no período em análise.
Durante a apresentação sobre a produção, comercialização e exportação de rochas ornamentais, o secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, defendeu o reforço da produtividade, da qualidade e da transformação local como prioridades para a próxima fase de desenvolvimento do segmento.
Segundo o governante, a aposta deve passar por aumentar a participação das empresas nacionais nas cadeias internacionais de valor e reduzir gradualmente a dependência da exportação de rochas em estado bruto.
A estratégia inclui a implementação do Pólo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais do Namibe, concebido para concentrar empresas e serviços de apoio à actividade, reduzir custos de produção e de escoamento e estimular a transformação das rochas em produtos com maior valor acrescentado.
O projecto está enquadrado na estratégia do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, que prevê o aumento da produção e o desenvolvimento da cadeia de valor do subsector.
A iniciativa é complementada pelo Centro de Valorização de Rochas Ornamentais da Huíla, destinado a reforçar as capacidades técnicas, melhorar a caracterização dos recursos e aumentar a sua valorização comercial.
Para José Barroso, o objectivo passa por transformar o potencial geológico existente em resultados económicos mais expressivos, através do aumento da produção, da transformação local e das exportações. &



