Sardinha às toneladas no pós-veda com leituras diferentes em Benguela

Sardinha em abundância nos primeiros dias após o levantamento da veda, ocorrido a 1 de Julho, é consensual entre agentes da pesca que operam no município da Baía Farta, província de Benguela, mas nem todos os comentários associam esta realidade à trégua de dois meses decretada em nome do repovoamento e aumento da biomassa.
Levantamentos feitos pelo Novo Jornal indicam que o período anterior ao fim da pausa foi marcado por violações, com capturas de enormes quantidades de sardinha miúda em companhias chinesas na comuna da Cahota (município dos Navegantes), capazes de congelar até 1.500 toneladas de pescado por dia.
"De forma clandestina, os arrastões continuam a levar tudo, sempre ao arrepio da lei", ressaltou um marinheiro ligado à pesca semi-industrial, também em relação ao carapau, espécie em veda precisamente desde o primeiro dia deste mês.
Ao NJ, o jurista Fastudo Quaresma, especialista em questões do mar, sublinha que a existência de sardinha miúda no mercado é sinónimo de transgressões e reafirma que não basta decretar pausa biológica.
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