A melhoria da preparação técnica e financeira dos títulos mineiros existentes, atribuídos a operadores com o objectivo de aumentar o investimento privado e reforçar a contribuição da indústria mineira para a economia nacional é um dos temas de destaque no Programa Executivo CAMINAS de Aceleração de Negócios Mineiros.
O programa que decorre de 18 a 21 de Agosto é promovido pela Câmara de Minas de Angola (CAMINAS), em parceria com a Bumbar Mining, e visa capacitar titulares de direitos mineiros, empresários, investidores e técnicos do sector para transformar activos mineiros em projectos estruturados, financiáveis e competitivos.
Durante os quatro dias, os participantes serão orientados sobre mecanismos de financiamento alternativos aos canais tradicionais da banca, incluindo uma linha de financiamento internacional de 500 mil dólares, prevista para o final deste mês.
O anúncio do financiamento foi feito, ontem, pelo vice-presidente CAMINAS, José Sumbula, durante a abertura da acção formativa, iniciativa que pretende dar resposta ao elevado número de títulos mineiros que não chegam a ser convertidos em projectos produtivos, situação que limita a criação de empregos, a arrecadação de receitas e o contributo da indústria mineira para o desenvolvimento sustentável do país.
De acordo com José Sumbula, o financiamento, que inclui assistência técnica, “poderá aumentar em função da qualidade das informações e do trabalho desenvolvido pelos projectos”.
Para a adesão, a caminas espera que, pelo menos, dez empresas angolanas apresentem candidaturas, cuja avaliação será feita pela empresa promotora, uma multinacional que, segundo José Sumbula, disponibiliza este mecanismo pela primeira vez em Angola.
Segundo o responsável, a principal dificuldade das empresas mineiras angolanas não está na falta de financiamento, uma vez que existe capital disponível no mercado nacional e internacional, mas na capacidade em estruturar projectos capazes de demonstrar aos investidores que as oportunidades de negócio são superiores aos riscos associados à actividade.
“Os riscos têm de ser calculáveis e quem tem dinheiro precisa perceber que as oportunidades para investir no sector mineiro são maiores que os riscos”, destacou.




