O sector Não Petrolífero da economia angolana cresceu 9,24% no segundo trimestre de 2026, em termos homólogos, superando o desempenho do sector Petrolífero, que registou uma expansão de 5,64% no mesmo período, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
No conjunto, a economia nacional registou, no segundo trimestre, um crescimento homólogo de 8,74% em termos reais, com a componente Não Petrolífera a apresentar um ritmo de expansão superior ao da actividade petrolífera.
Entre os sectores que mais contribuíram para o desempenho da economia se destacam o Comércio e Reparação de Veículos, com uma contribuição de 1,67 ponto percentual para o crescimento homólogo do PIB, e os Produtos da Indústria Transformadora, que acrescentaram 1,48 ponto percentual.
O desempenho da Indústria Transformadora ganha particular relevância por ter registado um crescimento homólogo de 12,22%, sinalizando uma maior dinâmica da produção interna e da transformação de matérias-primas.
A evolução dos sectores Não Petrolíferos estendeu-se igualmente às actividades de serviços. A área de Informação e Comunicação cresceu 14,30%, enquanto os Serviços de Alojamento e Restauração avançaram 12,59%.
A Intermediação Financeira e de Seguros apresentou, por sua vez, um crescimento de 11,83%, contribuindo para o reforço da actividade económica fora do sector dos Hidrocarbonetos.
Agricultura mantém peso elevado
Dos 43,43 biliões de kwanzas gerados no segundo trimestre de 2026, a Agro-pecuária e Silvicultura representaram 14,86 biliões de kwanzas, posicionando-se como a principal componente entre as actividades económicas analisadas.
O Comércio surgiu em seguida, com 7,01 biliões de kwanzas, enquanto a Extracção e Refino de Petróleo registou 6,97 biliões de kwanzas.
Indústria e comércio puxam crescimento
O crescimento de 12,22% da Indústria Transformadora, associado ao contributo de 1,48 ponto percentual para o PIB, reforça a necessidade de aumentar a capacidade produtiva nacional e estimular a transformação local.
No comércio, o contributo de 1,67 ponto percentual reflecte a importância das trocas internas e da distribuição de bens na actividade económica. &



