A expansão dos serviços financeiros digitais desempenha um papel decisivo no alargamento da cobertura de seguros em Angola, sobretudo, entre as populações de baixo e médio rendimento, defendeu, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Ângelo Buta João.
Em declarações à imprensa, à margem da IV Conferência Bimestral"ARSEG CONECTA", Ângelo Buta João destacou ainda infra-estruturas digitais, que incluem as redes de dados móveis, sistemas de identificação digital, plataformas de pagamento e outros sistemas técnicos de suporte, considerando-as elementos fundamentais do ecossistema dos serviços financeiros digitais.
Para Ângelo Buta João, num país onde uma parte significativa da população, particularmente nos segmentos de baixo e médio rendimento, ainda não dispõe de cobertura adequada de seguros, os serviços financeiros digitais podem contribuir para reduzir as barreiras de acesso.
Ângelo Buta João salientou que o chamado seguro inclusivo constitui um instrumento importante para reforçar a resiliência financeira e a protecção social das famílias.
"As contas de transacção e outras plataformas de serviços financeiros digitais estão a facilitar o acesso ao microsseguro, ao mesmo tempo que permitem reduzir significativamente os custos associados à prestação dos serviços", explicou.
O governante garantiu que entre as inovações, estão os seguros agrícolas baseados em índices e outros modelos destinados a populações com rendimentos reduzidos e sem acesso aos serviços bancários tradicionais.
Dados apresentados indicam que mais de 1,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo, correspondentes a cerca de 28 por cento da população global, têm acesso a serviços financeiros através das redes postais cerca de 53 por cento acedem aos serviços através das estações de correio.



