Lobito – A equipa responsável pela elaboração do Plano Director do Corredor do Lobito chegou, esta quinta-feira, à esta cidade ferro-portuária, onde espera recolher contribuições da sociedade para o enriquecimento do documento, no âmbito do projecto "Diversifica Mais".
Lobito – A equipa responsável pela elaboração do Plano Director do Corredor do Lobito chegou, esta quinta-feira, à esta cidade ferro-portuária, onde espera recolher contribuições da sociedade para o enriquecimento do documento, no âmbito do projecto "Diversifica Mais".
Segundo o chefe da referida equipa, Borja Lopes, o mesmo processo já decorreu nas províncias do Moxico leste, Moxico, Bié e Huambo, atravessadas pelo corredor.
Borja Lopes informou que muitas contribuições centraram-se nos benefícios que as comunidades almejam ao longo do Caminho de Ferro de Benguela.
Porém, o consultor explicou que o Plano Director não foi concebido apenas naquela vertente, mas também para a diversificação da economia, no âmbito do projecto "Diversifica Mais".
Lembrou que a legislação angolana e as melhores práticas internacionais mostram que os planos directores devem também estar submetidos a uma avaliação ambiental estratégica, para garantir que esses planos sejam ecologicamente sustentáveis.
"A ideia é fazer um plano que consiga ajudar as pessoas a sair da pobreza, melhorar e criar outros empregos", esclareceu.
Por sua vez o coordenador do projecto, Álvaro David, afirmou que esta etapa da avaliação estratégica ambiental, através de consulta pública, é muito importante por ser por via dela que se pode mitigar todos os efeitos das actividades económicas que vão acontecendo ao longo do Corredor.
"O Corredor do Lobito não é simplesmente uma linha de transportes, é uma zona económica que tem tipificações diferentes", elucidou.
Acrescentou que algumas delas lesam o ambiente e atropelam, de alguma forma, o modo de vida das populações, sobretudo aquelas que estão ligadas ao uso, ocupação e transformação dos solos.
"Com esta auscultação pretendemos colher contribuições à volta de todos os agentes que vão actuar neste corredor económico, para que se possa enriquecer o documento, torná-lo robusto, completo e estratégico", pontualizou.
Na qualidade de representante do Governo Provincial de Benguela, o director do Gabinete para Desenvolvimento Económico Integrado, Lino Cassivela Joaquim, afirmou que esta abordagem é fundamental, porque a província possui inúmeras potencialidades.
Referiu-se às actividades agrícolas, minerais, industriais, comerciais, pesqueiras, turísticas e logísticas, que disse enfrentarem, igualmente, desafios relacionados com o ordenamento do território, a sustentabilidade ambiental, a mobilidade e a criação de oportunidades de emprego, particularmente para os jovens.
"Neste sentido, o Plano Director do Corredor do Lobito deverá promover uma visão integrada, articulando infra-estruturas, produção, logística, investimento, ambiente, qualificação profissional, inovação e emprego", afirmou.
Na sua óptica, o futuro do Corredor do Lobito deve ser construído com a participação de diferentes actores que conhecem o território e nele desenvolvem as suas actividades.
"Queremos um Corredor economicamente dinâmico, ambientalmente sustentável, socialmente inclusivo e territorialmente equilibrado", argumentou.
O Plano Director do Corredor do Lobito é uma iniciativa resultante da articulação institucional alargada entre o Ministério dos Transportes e a Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA), os governos provinciais de Benguela, Huambo Bié, Moxico e Moxico Leste, e outras entidades administrativas públicas. TC/CRB


