Lobito - A empresa Sonamet, fabricante de estruturas metálicas para o sector petrolífero, localizada no Lobito (Benguela), está a sondar oportunidades de negócio no mercado namibiano, afirmou, esta quinta-feira, o seu director comercial, Sandro Ferreira.
Lobito - A empresa Sonamet, fabricante de estruturas metálicas para o sector petrolífero, localizada no Lobito (Benguela), está a sondar oportunidades de negócio no mercado namibiano, afirmou, esta quinta-feira, o seu director comercial, Sandro Ferreira.
Falando à imprensa, à margem da visita do governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, à empresa, Sandro Ferreira referiu que a Namíbia fez uma grande descoberta de petróleo e vai necessitar de estruturas para o sector.
"Já tivemos várias visitas institucionais da Namíbia e a nossa primeira abordagem foi oferecer formação a um grupo de namibianos, há cerca de dois anos", informou.
Acrescentou que, em função deste acordo, os jovens namibianos já estão a trabalhar na sua indústria petrolífera.
"A ideia é termos uma porta aberta naquele país vizinho para construção de estruturas petrolíferas e envolvê-los directamente como colaboradores ou funcionários, aprendendo com os nossos trabalhadores mais experientes na soldadura, na engenharia e onde for necessário", indicou o director.
Ainda com vista à procura de outros negócios, o responsável revelou que a sua Direcção tem contactos com a Refinaria do Lobito, no sentido de ter uma participação activa no projecto.
"A sua localização na mesma cidade permite-nos não só estar envolvidos na sua fase inicial, como também alimentar a nossa sustentabilidade, porque nós não trabalhamos apenas no desenvolvimento das estruturas metálicas, mas também na sua manutenção", frisou.
Segundo o responsável, a empresa já recebeu visitas da Direcção da Sonaref, mas ainda não houve uma abordagem definitiva, além da questão comercial e técnica, para poderem enviar uma proposta.
Disse haver outras fases do sector petrolífero que a Sonamet começou a abraçar de uma maneira embrionária, como o parte do desmantelamento das estruturas metálicas.
"O Governo fez uma aposta significativa no sector da siderurgia, alimentada com a reciclagem do aço. A maior parte deste material é removido do mar e trazido para terra onde deve ser destruído, enviando-o para as siderurgias", disse.
Neste momento, e empresa está a trabalhar num pequeno projecto da Total Energies, para ser aplicado no bloco 20/21, devido à falta de contratos para aquisição de outros.
"Quando a empresa está no pico da produção, consegue empregar 2.500 funcionários e atingir três milhões e duzentas e cinquenta mil horas de trabalho, mas actualmente temos apenas 140 trabalhadores", afirmou o director.
Sandro Ferreira explicou que a actividade da empresa é cíclica. "Há momentos em que há projectos para fabricar e outros em que não há. Quando isso acontece, muitos funcionários são dispensados".
"A Sonamet só entra em acção quando são definidas as infra-estruturas para colocar no poço para produção de petróleo", esclareceu.
A Sonamet, em actividade desde 1998, ocupa uma área de 80 hectares arrendada ao Porto do Lobito, dos quais doze mil metros quadrados estão ocupados com infra-estruturas. TC/CRB



