A TAAG registou 19,2 milhões de dólares de caixa operacional gerada no primeiro semestre de 2026, enquanto a execução da despesa ficou 25,7 milhões de dólares abaixo do orçamento aprovado, indicadores apresentados pela companhia como parte dos resultados do processo de recuperação e transformação em curso.
Os dados foram divulgados ontem, em Luanda, durante a II Reunião de Quadros da companhia, encontro que serviu para avaliar a execução das prioridades estratégicas e analisar os resultados alcançados nas áreas operacional, comercial e financeira.
Na abertura do encontro, o presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Rosa, defendeu que o processo de transformação da companhia deve ser avaliado pelos resultados concretos e não apenas pelas iniciativas lançadas ou pelos planos aprovados.
“Responsabilidade colectiva não significa responsabilidade diluída. Significa que cada um conhece o seu papel, cumpre-o e responde por ele”, disse.
Cinco aeronaves regressam à operação
No domínio operacional, a companhia apresentou como um dos resultados a recuperação e devolução ao serviço de cinco aeronaves, contribuindo para o aumento progressivo da capacidade disponível para a operação.
A recuperação da frota ocorre num momento em que a disponibilidade de aeronaves continua a constituir um dos desafios para a TAAG, ao lado da eficiência operacional e da sustentabilidade financeira.
Na componente comercial, a rede da companhia em África cresceu 30%, passando de 10 para 13 destinos. A expansão inclui três novas rotas para Accra, Dakar e Praia, após as respectivas autorizações.
A administração considera que o reforço da conectividade regional deve permitir à companhia aproveitar melhor a capacidade da frota e a posição geográfica de Angola, embora reconheça que a expansão da operação terá de ser acompanhada por ganhos de eficiência e melhoria dos resultados financeiros.
Disciplina sobre a despesa
No domínio financeiro, a execução da despesa ficou 25,7 milhões de dólares abaixo do orçamento aprovado, resultado associado ao reforço do controlo dos custos.
A companhia apresentou ainda a geração de 19,2 milhões de dólares de caixa operacional no primeiro semestre como um dos indicadores do esforço de recuperação financeira.
Os dados acompanham a execução do Programa Palanca e a implementação de mecanismos destinados a melhorar o acompanhamento orçamental e a utilização dos recursos.
A redução da despesa, contudo, surge enquadrada num desafio mais amplo: assegurar que a contenção de custos não compromete a capacidade operacional da companhia e que a recuperação financeira seja sustentada pelo aumento das receitas e da produtividade.
53% das metas executadas
A TAAG está igualmente a utilizar o GO TAAG 360 para acompanhar a execução das prioridades estratégicas, responsabilidades, prazos e resultados das diferentes áreas.
Com dados reportados a 24 de Agosto, o programa reúne 53 alavancas estratégicas, 300 entregáveis e 698 metas, apresentando uma execução global de 53%, com 263 metas concluídas.
O novo modelo procura reforçar o acompanhamento dos compromissos assumidos, permitindo identificar desvios com maior antecedência e adoptar medidas correctivas.
O presidente da Comissão Executiva da TAAG, Miguel Carneiro, afirmou que a transformação pretende alterar a forma como a companhia planeia, decide e acompanha a execução das suas actividades.
“A transformação da TAAG começou na mudança da nossa forma colectiva de trabalhar: mais próximos, mais alinhados, mais responsáveis”, realçou.



