Os pagamentos electrónicos em Angola movimentaram 92,5 mil milhões de kwanzas, em 2025, resultado de 3,5 mil milhões de operações, números que confirmam a crescente utilização dos meios digitais de pagamento e o avanço da modernização do sistema financeiro nacional.
Os dados foram apresentados na FILDA pelo administrador Executivo do Banco Nacional de Angola (BNA), Miguel Bartolomeu. O gestor abordou estes indicadores durante o seminário sobre “Instrumentos Alternativos de Pagamento”, que reuniu especialistas, bancos comerciais, operadores financeiros e empresas tecnológicas, com vista a conhecer a revolução da digitalização dos serviços financeiros nacional. De acordo com o administrador Miguel Bartolomeu, o volume de operações cresceu 48,6 por cento, enquanto o valor movimentado aumentou 24,7 por cento face a 2024, demonstrando que cada vez mais cidadãos e empresas recorrem aos pagamentos electrónicos para realizar transacções do dia a dia. Conforme afirmou, os resultados reflectem a consolidação da transformação digital do sistema de pagamentos, assim como o fortalecimento da confiança dos utilizadores nas plataformas electrónicas.Segundo o responsável, a inovação tecnológica está a mudar a forma como os angolanos pagam bens e serviços, reduzindo progressivamente a circulação de dinheiro físico, aumentando a rapidez das transacções e reforçando a segurança das operações financeiras. Acrescentou que o Sistema de Pagamentos de Angola disponibiliza serviços como pagamentos por código QR, pagamentos por referência, pagamentos online, transferências a crédito, débitos directos, cartões bancários e transferências instantâneas, que permitem operações mais simples, rápidas e acessíveis. Miguel Bartolomeu Miguel destacou, também, que o BNA vai continuar a trabalhar com a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) e os restantes operadores do sistema financeiro para expandir a utilização destes instrumentos em todo o país. O responsável sublinhou que a modernização dos meios de pagamento constitui um dos pilares para promover a inclusão financeira, facilitar o comércio, aumentar a eficiência das empresas e dinamizar a economia nacional. Durante o seminário, especialistas defenderam o reforço da interoperabilidade entre os diferentes sistemas de pagamento, o investimento em cibersegurança e a melhoria contínua da experiência dos utilizadores.




