Empresários nacionais e estrangeiros foram convidados a apoiar o Executivo para transformar a província do Cuando na capital nacional do ecoturismo.
O repto foi lançado ontem pelo ministro do Turismo, Márcio Daniel, na localidade de Luiana, município do Dirico, onde apontou a mobilização de capitais privados para projectos sustentáveis nos parques nacionais de Mavinga e Luengue-Luiana como o caminho para alcançar essa meta. O governante discursou no acto de inauguração do “Luiana Plain Safari”, o primeiro aldeamento turístico erguido no coração do Parque Nacional do Luengue-Luiana, sublinhando que a consolidação deste pólo depende da construção de infra-estruturas de apoio que garantam o conforto e a segurança dos visitantes. De acordo com o ministro, há mais de um ano o Presidente da República, João Lourenço, lançou em Mavinga o desafio de converter a província no maior pólo de ecoturismo do país, e a abertura desta unidade hoteleira constitui uma resposta prática a essa orientação. Márcio Daniel apelou aos investidores para transformarem o potencial da fauna e da flora locais em postos de trabalho, receitas fiscais para o Estado e impacto social positivo nas comunidades residentes, através de investimentos na componente angolana do projecto transfronteiriço de conservação Okavango-Zambeze (KAZA). O ministro enfatizou que a captação de novos investimentos vai catapultar o turismo regional, colocando o Cuando ao mesmo nível de atractividade de membros do bloco como o Botswana, a Namíbia, a Zâmbia e o Zimbabwe, onde o projecto KAZA já gera forte estabilidade socioeconómica para as populações. Com a atracção de operadores estrangeiros e nacionais, Angola pretende transformar o seu vasto património natural num motor para a geração de empregos sustentáveis, fixação de quadros na província e empoderamento directo das comunidades residentes na bacia do Okavango.




