Lubango - O Gabinete Provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana da Huíla está a afixar placas de identificação de rotas nos autocarros públicos, para melhorar a orientação e garantir transparência na gestão das linhas.
Lubango - O Gabinete Provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana da Huíla está a afixar placas de identificação de rotas nos autocarros públicos, para melhorar a orientação e garantir transparência na gestão das linhas.
O processo iniciado há uma semana já tem uma cobertura de 80 por cento, com previsão de ser concluído ainda este mes, segundo o director do Gabinete Provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana, Fernando Alberto.
Em declarações à ANGOP hoje, quarta-feira, afirmou que a identificação de rotas na frota é uma disposição estratégica que assegura visibilidade aos cidadãos em ambos os lados da via pública.
De acordo com esta fonte, a iniciativa responde directamente à necessidade de informar com precisão os passageiros sobre os itinerários disponíveis, permitindo-lhes identificar com rapidez o autocarro adequado ao seu destino nas horas de maior afluência.
Além da vertente de informação ao cidadão, o director avançou que o processo de identificação constitui uma ferramenta crucial para o reforço das acções de fiscalização, pois têm registado situações que operadores abandonam as rotas atribuídas ou retiram os veículos de circulação sem aviso prévio ao gabinete.
Frisou que tal fenómeno penaliza a mobilidade urbana e a nova sinalização pretende combater tais iniciativas de forma rigorosa.
Lembrou que a definição das rotas do transporte regular é uma competência exclusiva do gabinete de tutela, pelo que a circulação de autocarros fora do circuito estipulado ou a imobilização não autorizada de meios constitui uma infracção.
Sinalizou que o sector dos transportes na província opera com uma capacidade reduzida, cuja média é de 40 a 45 autocarros em circulação, do global dos 84 recebidos em 2019 e geridos por nove operadores.
Ainda assim, reiterou que para fazer face à actual demanda de mobilidade dos cidadãos, a província precisa de uma frota estimada em mais 200 autocarros, pelo que o quadro actual gera uma pressão sobre os meios disponíveis, particularmente nas horas de ponta.
Fernando Alberto explicou que a rota da Centralidade da Quilemba é a que regista maior procura na malha urbana da cidade do Lubango, devido à densidade habitacional e ao elevado número de escolas instaladas naquela circunscrição.
De forma a mitigar a situação, avançou que o gabinete alocou pelo menos 20 autocarros da frota activa para este trajecto, incluindo os veículos articulados, mas precisam do dobro na referida zona.
Fernando Alberto informou que a escassez de meios obrigou à desactivação temporária de duas linhas urbanas há um ano, nomeadamente a rota Estádio Tundavala- Estátua da Liberdade e da circular da Mapunda, que ligava a Estátua da Liberdade à Praça Nova, via N´gola e Minhota.
Actualmente, além do serviço para a centralidade da Quilemba, mantêm-se activas as rotas urbanas e semi-suburbanas Favel-Mercado do Mutundo e Laureanos-Arimba.
Faz igualmente as rotas municipais como os Gambos (dois autocarros), a Matala (quatro), a Chibia (dois), a Humpata e a Palanca, um para cada.
Quanto à manutenção dos perto de 50 por cento dos meios, desde 2019 quando começou o referido processo de transporte regular, com o passar dos anos, tem autocarros que até este ano tem meios com acima de um milhão de quilómetros. EM/MS




