Ensaio fotográfrico de documentos com gráficos e estatísticas de resultados finnaceiros. Foto: César Magalhães Pub
Segundo o documento, esta actualização tem em conta a actual conjuntura macroeconómica do país, nomeadamente a trajectória sustentada pela redução da inflação e a evolução das condições de liquidez e de procura no mercado de dívida pública, com o objectivo de assegurar uma maior adequação das condições de financiamento do Estado à actual conjuntura.
A informação revela que os instrumentos com maturidade original de 4, 6 e 8 anos passam a ser negociados a 14,25%, 14,75% e 15,25%, respectivamente, face aos anteriores 16,75%, 17,25% e 17,75%. Este ajuste traduz um alívio efectivo no custo de financiamento do Estado e aproxima progressivamente as taxas praticadas das novas condições de mercado, lê-se na informação divulgada pelo BFA. Este movimento da UGD vai de encontro às expectativas do sector, tendo em conta o cenário de desaceleração da inflação e das principais taxas de juro de referência do BNA, anunciadas pelo Comité de Política Monetária na sua última reunião.
Os títulos de dívida pública têm sido o principal instrumento de investimento dos bancos comerciais que operam no País e no ano passado cresceram 22% para 9,1 biliões Kz (+1,6 biliões), representando 35% dos activos totais da banca, contribuindo assim para o lucro conjunto de 1,0 biliões de Kwanzas que os 20 bancos comerciais que operam no sistema financeiro nacional contabilizaram, em 2025. Os bancos continuam a preferir aplicar os seus recursos em dívida pública em detrimento do crédito à economia, uma vez que esta representa mais riscos ao nível do incumprimento.
Apesar de tendencialmente a descida das taxas de juro a pagar pelo Estado poderem "empurrar" os bancos para mais crédito à economia, tendo em conta o cenário actual, especialistas consultados pelo Expansão admitem que a banca deverá estar numa posição de "esperar para ver", uma vez que persistem dúvidas sobre as mais recentes publicações do INE, que são favoráveis à narrativa do Governo.



