A utilização da capacidade instalada da indústria nacional aumentou de 31 para 54 por cento, num percurso que o Executivo pretende reforçar até atingir 65 por cento em 2027.
Os dados foram apresentados, ontem, em Luanda pelo Presidente da República, João Lourenço, durante o discurso sobre o Estado da Nação de 2026.
A produção angolana, realçou, já cobre quase toda a procura nacional em bens como farinha, massas, cerveja, refrigerantes, sabão e cimento.
Segundo o Chefe de Estado, a transformação industrial assume capital importância para aproveitar melhor a produção agrícola e pesqueira, reduzir perdas e aumentar o valor acrescentado das matérias-primas nacionais.
“A intenção do Executivo é reforçar a ligação entre a produção no campo, a transformação nas fábricas e a distribuição dos produtos aos consumidores”, destacou João Lourenço.
No domínio das Exportações, disse, os produtos não-petrolíferos registaram um crescimento de 66 por cento, com destaque para o ferro, o aço, o cimento, o pescado e as bebidas.
Por outro lado, acrescentou, as importações de bens alimentares diminuíram cerca de 595 milhões de dólares entre 2022 e 2025, de acordo com os dados divulgados na mensagem presidencial.
FINANCIAMENTO PARA AS MEDIDAS DE APOIO À INDÚSTRIA
O líder da Nação frisou que até 2024, o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) desembolsou mais de 1,298 bilião de kwanzas, apoiando cerca de 6.300 projectos e contribuindo para a criação de mais de 100 mil empregos.
INVESTIMENTO E INFRA-ESTRUTURAS
O mais alto Magistrado da Nação revelou que nos últimos quatro anos, foram igualmente desenvolvidos os projectos de instalação do Parque Industrial de Alumínio, Fase I e do Parque Industrial Integrado, com investimentos de cerca de 250 milhões de dólares cada.
Mais recentemente, acrescentou, foi assinado um acordo para o investimento no Terminal Portuário do Dande, estimado em 450 milhões de dólares na primeira fase.
“A infra-estrutura deverá apoiar a exportação dos produtos fabricados na zona franca e a recepção de matérias-primas destinadas à transformação industrial”, sustentou. &




