Huambo - Os trabalhos de reabilitação e terraplenagem da via Quissala/Petróleo/Ecunha, de 35 quilómetros, começaram a ser executados, esta sexta-feira, para o facilitar o transporte de produtos agrícolas do campo à cidade do Huambo.
Huambo - Os trabalhos de reabilitação e terraplenagem da via Quissala/Petróleo/Ecunha, de 35 quilómetros, começaram a ser executados, esta sexta-feira, para o facilitar o transporte de produtos agrícolas do campo à cidade do Huambo.
O auto de consignação da empreitada, com o prazo de execução de 10 meses, num custo de 712 milhões de Kwanzas, foi orientado pelo governador da província do Huambo, Pereira Alfredo.
Trata-se de uma via que liga o mercado informal da Quissala, vulgo "Alemanha", ao sector do Petróleo, ambos na periferia da cidade do Huambo, com benefício para a vila municipal do Ecunha, no corredor Oeste da província, sem a necessidade de passar pela Caála.
A empreitada, que inclui intervenções em passagens hidráulicas e pontes, vai melhorar a circulação de pessoas, bens e serviços ao longo da via, considerada vital para a economia da população, de agricultores ede automobilistas.
O camponês Francisco Domingos disse que devido ao mau estado da via tem transportado os seus produtos do campo, como batata-rena, milho, couve, cenoura, entre outros, da Ecunha para o mercado da “Alemanha” com bastante dificuldade e mais gastos.
Por seu lado, a comerciante e produtora Júlia Madame afirmou que a reabilitação do troço vai facilitar as trocas comerciais e permitir a rapidez no escoamento da produção agrícola, na medida em que já não terão necessidade de passar pelo município da Caála para chegar ao mercado.
O governador da província do Huambo disse ser uma via fundamental para a interligação entre os dois municípios, que podem criar um corredor para o fomento de actividades agrícolas e comerciais.
Salientou que a terraplenagem do troço Quissala/Petróleo/Ecunha faz parte de um programa abrangente, que visa a reabilitação de 400 quilómetros de vias, para interligar as zonas de produção para as áreas de consumo e de comércio.
Segundo Pereira Alfredo, uma boa via de acesso deve servir as comunidades e facilitar as trocas comerciais entre a população, para o fomento do desenvolvimento local e regional.
Instou o empreiteiro a buscar melhorias substantivas e soluções duradouras, que visem a implementação do sistema de estabilização do solo, para uma melhor consistência da via, devido ao tráfego pesado.
O rei do Huambo, Artur Moço, considerou o dia como histórico para a população, pois, depois de 50 anos de Independência Nacional, o tráfego de pessoas e bens, sobretudo dos agricultores, vai voltar à normalidade dentro de 12 meses, à semelhança da época colonial.
O soberano prometeu fiscalizar os trabalhos, pois os benefícios serão imensuráveis para a comunidade.
O Governo Provincial do Huambo prevê apoiar mais de 400 mil famílias durante a campanha agrícola 2026/2027, sobretudo nas cadeias de milho, trigo, arroz, feijão, soja, abacate, entre outras, à semelhança da época anterior.
O Huambo, segundo dados do Censo 2024, tem dois milhões, 691 mil 902 habitantes, residentes nos municípios do Alto-Hama, Bailundo, Bimbe, Caála, Cachiungo, Chicala-Cholohanga, Chilata, Chinjenje, Cuima, Ecunha, Huambo (capital), Galanga, Londuimbali, Longonjo, Mungo, Sambo e Ucuma. ZZN/ALH



