Visitas de entidades marcam o terceiro dia da Filda/2026

A Feira Internacional de Luanda (FILDA) 2026 caminha para a recta final. O certame assinalou, quinta-feira, o “Dia da ZEE”, uma jornada marcada pela visita de várias entidades governamentais, com destaque para a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.
No local, a governante foi recebida pelo ministro da Indústria e Comércio e por membros da organização da Eventos Arena. No final da visita guiada aos três pavilhões, Esperança da Costa enalteceu a criatividade dos jovens expositores e defendeu um maior investimento na juventude para alavancar a economia nacional. A Vice-Presidente sublinhou também a forte presença da produção agrícola na Feira, apontando que a diversidade exposta reflecte o elevado potencial do país. Recordou que Angola utiliza, actualmente, apenas cerca de 5% das suas terras aráveis, o que justifica a necessidade urgente de atrair mais capital para o campo.Para criar um ambiente de negócios mais favorável, a governante defendeu o reforço do crédito agrícola, o apoio ao empresariado e a desburocratização dos processos administrativos. Segundo Esperança da Costa, estas reformas são essenciais para aumentar a produtividade, a competitividade e o acesso aos mercados internacionais. Outro ponto alto da sua intervenção foram os avanços de Angola nas energias renováveis. A Vice-Presidente garantiu que o país continua empenhado em reforçar a produção de energia limpa, uma estratégia que mitiga as alterações climáticas, reduz a dependência de combustíveis fósseis e cumpre os compromissos globais de sustentabilidade. Diplomacia e negócios em alta na Zona EconómicaO dia de ontem ficou ainda marcado pela presença da embaixadora de Angola na China, Dalva Ringote, que dialogou com os expositores acompanhada pelo presidente do Conselho de Administração (PCA) do Grupo Arena, Bruno Albernaz. A dinâmica de visitas institucionais incluiu também o PCA da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, e a secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes, que foi recebida na quarta-feira pelo administrador Manuel Novais. A41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA) 2026 caminha para o seu encerramento este domingo, 26 de Julho, consolidando-se como o maior e mais estratégico ecossistema de negócios do país.Tendo arrancado na passada terça-feira (21), no Parque de Exposições da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, o certame deste ano decorre sob o lema inspirador “Produzir e Inovar localmente, Vencer globalmente”. Este vector central reflecte a urgência nacional de diversificação económica, estimulando a autossuficiência e a competitividade das marcas angolanas além-fronteiras. Filda simboliza dinâmica da economia angolanaA Feira Internacional de Luanda (FILDA) consolidou-se como um dos maiores símbolos da dinâmica económica do país. A afirmação é do ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, numa mensagem de apresentação da 41.ª edição do evento. O governante sublinhou que, ao longo de mais de quatro décadas, o certame se afirmou como uma plataforma estratégica para a atracção de investimentos, valorização da produção nacional e fortalecimento de parcerias empresariais. Num contexto de transformação e renovada ambição, o ministro destacou o papel da FILDA 2026 como um elemento catalisador para a diversificação, inovação e internacionalização do mercado angolano. “Sob o lema ‘Produzir e Inovar localmente, Vencer globalmente’, convidamos empresas, investidores e parceiros a fazerem parte deste movimento de crescimento sustentável, contribuindo para um futuro mais próspero, competitivo e inclusivo para Angola. Juntos, continuaremos a construir uma economia mais forte, assente no talento, nos recursos e nos valores do nosso país”, frisou o ministro Rui Miguêns de Oliveira.


