A maternidade para além do imaginário social, dos planos e das expectativas esteve no centro da 2.ª edição da Imersão FertiMulher – “Maternidade Real”, realizada neste sábado, 3 de Outubro, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda. O evento foi prestigiado pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, e por entidades do Governo.
Foto: AngoRussia/Luzimenia da Silva
O encontro reuniu especialistas, convidados e mulheres com diferentes histórias de vida para abordar, de forma aberta e multidisciplinar, os desafios que podem marcar o percurso até à maternidade e as diferentes formas de construir uma família.
A iniciativa contou com a participação de oradores como Marco Victor, Stella Constantina, Elsa Frederico, Florinda Miranda, Soraya da Piedade, Chayah Mahi, Engrácia Luyeye e Shendylene Elias, além de várias mulheres que partilharam testemunhos pessoais sobre as suas experiências. O evento foi apresentado pela comunicadora Zuleica Wilson e esteve dividido em dois grandes momentos. O primeiro foi dedicado à componente científica, com especialistas a abordarem os diferentes temas ligados à maternidade, enquanto o segundo abriu espaço para histórias e testemunhos reais.
Em conversa com a imprensa, a mentora do projecto, Stella Constantina, apontou precisamente a participação masculina e a inclusão dos testemunhos como algumas das novidades da presente edição.
“Nós trouxemos um orador homem, que vai falar connosco sobre o papel do homem na maternidade e trouxemos testemunhos reais. Desta vez temos dois blocos: o primeiro bloco está centrado na parte científica e o segundo bloco será os testemunhos reais”, explicou.
Para a mentora, falar sobre maternidade de forma recorrente é também uma forma de combater o silêncio e o sentimento de isolamento vivido por muitos casais, sobretudo quando enfrentam dificuldades para engravidar.
“Com estes eventos pretende-se alcançar visibilidade no que concerne à maternidade. É importante falarmos sobre a maternidade muitas vezes para que os casais saibam que não estão sozinhos, principalmente no que diz respeito à infertilidade, que podem pedir ajuda, que nós, enquanto sociedade e profissionais, importamo-nos e queremos fazer parte do processo até ao positivo”, defendeu.
Ao colocar lado a lado conhecimento científico e experiências pessoais, a 2.ª Imersão FertiMulher procurou mostrar que não existe uma única narrativa sobre a maternidade. Há quem enfrente a infertilidade, quem passe por perdas gestacionais, quem recorra à reprodução medicamente assistida, quem encontre na adopção ou na barriga solidária um caminho possível e quem viva uma maternidade atípica.
Mais do que um encontro de especialistas, a iniciativa apresentou-se como um espaço de informação, partilha e acolhimento, com o propósito de aproximar a sociedade de diferentes realidades da maternidade e reforçar a mensagem de que cada percurso merece ser compreendido, respeitado e acompanhado.




