“A minha arte anda fechada no país, antes não era assim”, diz Pai Banana

O kudurista Carlos Segunda Gonçalves do Amaral, conhecido artisticamente como “Pai Banana”, deu o seu parecer sobre várias questões sociais durante a sua participação no “Chumbo Podcast” e lamentou a falta de abertura que tem enfrentado como artista desde que decidiu enveredar pela carreira política.
O autor do sucesso “Tchimbatata”, diz que não se arrepende da sua escolha, uma vez que sente estar do lado da verdade e trabalha ao serviço do povo.
“Minha arte anda fechada no país, antes não era assim. Eles gostam que nós sigamos a bala, quando estou a falar eles, falo do sistema e quem comanda isso é o sistema, então tudo está bloqueado. Não me arrependo porque faço para o bem do povo, estou no lado da verdade e quando se está no lado da verdade tu tens que ficar seguro. Nunca vivi do Kuduro, só me deu algumas aberturas”, disse.
Durante a conversa, o músico deu ainda o seu parecer sobre o amistoso entre Argentina e Angola, com destaque ao Lionel Messi.
“Eu não vou lhe ver, porque não estarei no estádio, primeiro pelo povo, o povo não quer ver o Messi, porque tem fome. 90 minutos para o Messi e depois do Messi bazar e levar 13 milhões de dólares, fica como? Esta é a minha posição, eu não estou contra o futebol, porque eu também gostaria de ver o Messi e dar um abraço, mas eu não vou. O Messi veio só para umas fintas e levou 13 milhões de dólares e no Catinton não temos escolas, no Malueca as crianças estão a estudar ao relento, não tem quadro nem giz, esta é a minha preocupação. Às vezes o Messi nem sabe o que se passa aqui, só sabe que vão lhe pagar 13 milhões de dólares, mas não sabe o país aonde ele vem e o que acontece”, retrucou.


