A cantora angolana, Telma Lee, recordou os desafios enfrentados ao longo da sua trajectória artística durante a participação no programa “Blindada”, transmitido pela TV Zimbo, onde reflectiu sobre os momentos de incerteza e a importância de continuar a acreditar no seu percurso.
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Ao abordar sobre as dificuldades que marcaram a sua caminhada, a artista reconheceu que, em determinados momentos, a vontade de abandonar tudo esteve presente, mas destacou que o apoio e o acompanhamento do público foram importantes para manter a sua determinação.
“Sinto-me orgulhosa de não ter desistido. A vontade de desistir é muito forte, mas quando menos esperamos tem sempre alguém por aí, há pessoas que acompanham a minha história no ‘Angola Encanta’ e conheceram a minha trajectória e o facto de me terem visto desde adolescência. A pessoa pode até esquecer, mas a história sempre fica”, lembrou Telma Lee.
A cantora considera que a sua história construída ao longo dos anos continua a ser uma das principais razões para permanecer firme na música, sobretudo por saber que existem pessoas que acompanham o seu percurso desde os primeiros passos.
Em 2012, Telma Manuel, conhecida artisticamente como Telma Lee, participou do “Angola Encanta” e terminou em 3.º lugar. Mais do que a classificação, o programa representou para ela um verdadeiro recomeço. A própria cantora afirmou que o concurso a ajudou a reencontrar-se depois de um período difícil da sua vida. Depois do programa, a sua voz chamou a atenção de C4 Pedro, e Telma passou a trabalhar com a produtora BLS. Essa fase permitiu-lhe entrar de forma mais profissional no mercado musical e aprender com outros artistas. Entretanto, decidiu seguir o seu próprio caminho, porque queria construir uma carreira independente e viver efetivamente da música.
Em 2014, veio o grande momento da sua carreira: lançou “Meu Vício” tem que se tornou um sucesso e transformou Telma Lee numa das novas vozes femininas de destaque da música angolana. Pouco depois lançou também “Eu Te Magoei” e começou a realizar concertos em Angola e Portugal, incluindo uma apresentação no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.



