Amizades duradouras podem melhorar a saúde e o bem-estar, aponta estudo

Se tem uma amizade de longa data também já deve ter identificado alguns padrões comportamentais e, muitos deles até já os pode ter adquirido devido aos efeitos do convívio. Outros até já podiam coincidir com os seus ou, de alguma forma, atender aos seus interesses pessoais.
Aliás, é improvável uma amizade construir-se somente pelas diferenças. Uma teoria da psicologia acerca de compatibilidade explica que são os pontos em comum que sustentam uma relação, seja ela de amor ou amizade.
“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és” é a expressão que resume as conclusões geradas pelo estudo ‘Cumulative social advantage is associated with slower epigenetic aging and lower systemic inflammation’.
Como se verificou anteriormente, uma amizade pode influenciar a saúde na medida em que, a convivência com determinadas pessoas, adquire-se comportamentos das mesmas.
Ter um suporte emocional por perto, seja alguém da família ou uma amizade, pode ter um impacto positivo. Inclusive, os investigadores concluíram que a amizade é considerada uma “vantagem social associada a perfis de envelhecimento biológico mais favoráveis”.
O mesmo estudo adianta que as amizades de longa data mostram contribuir para um “envelhecimento epigenético mais lento” e com uma “sinalização inflamatória reduzida”, o que se traduz numa diminuição de doenças.
A par destas descobertas, este estudo concluiu que a religião e todas as crenças também podem representar um factor decisivo durante o envelhecimento, chegando a servir de “suporte” a algumas pessoas.
Estas “vantagens sociais” mencionadas pelos investigadores ao longo do estudo também relacionam desigualdades financeiras e níveis de escolarização com a forma como cada um envelhece.


