O músico angolano, Bebo Clone, levantou um debate sobre o actual cenário do kuduro, manifestando preocupação com aquilo que considera ser uma perda de qualidade no género.
Numa reflexão sobre o estado do estilo musical, o artista questionou o impacto do actual “mercado obsceno” no kuduro, defendendo que a quantidade, a futilidade e a promiscuidade terão passado a ocupar um espaço cada vez maior, em detrimento da qualidade artística.
“O mercado obsceno hoje comanda o game do Kuduro, onde a qualidade foi esbofeteada pela quantidade, futilidade e promiscuidade”, afirmou Bebo Clone.
A sua intervenção não se prende apenas com a música em si, mas sim com uma crítica à cultura de culpabilização presente na sociedade e no próprio meio artístico.
Segundo declarações feitas por Bebo, a abordagem visa estimular uma análise mais profunda sobre as responsabilidades individuais e colectivas na evolução e preservação do kuduro, enfatizando que o gênero continua a ser uma identidade cultural que mobiliza multidões em Angola.




