O rapper angolano, Délcio Dollar, recordou nesta terça-feira, 25 de Agosto, durante a sua participação no programa “Viva a Tarde”, transmitido pelo canal ZAP Viva, a forte ligação que mantinha com o malogrado Wilili Babacita, destacando a mobilização da classe artística e de pessoas próximas do músico durante o óbito.
Foto: IG
Ao falar sobre o apoio prestado à família, Délcio Dollar salientou que vários artistas e admiradores do trabalho de Wilili, fizeram questão de estar presentes e contribuir de diferentes formas, numa demonstração de união em torno da memória do artista.
“Fomos apoiar a família, estivemos a fazer de tudo, inclusive as pessoas que abraçaram o trabalho do Wilili fizeram-se presente. Um pouco de todos deu muito”, afirmou.
O rapper aproveitou igualmente para chamar a atenção dos admiradores da música angolana para a importância de preservar o legado deixado pelos artistas, mesmo depois da sua partida.
“Somos artistas e fizemos o nosso trabalho como uma marca, um nome e legado para o nosso país. Hoje o Wilili já não está presente, mas vão conseguir ver as imagens, músicas e lembrar das memórias que ele deixou”, referiu.
Na ocasião, Délcio Dóllar defendeu ainda a necessidade de maior organização e suporte à classe artística em Angola, considerando que a união entre músicos, entidades e demais intervenientes do sector poderá contribuir para uma estrutura cultural mais organizada.
“Daqui para frente espero que Angola possa ser mais organizada naquilo que é a cultura dos músicos, precisamos de mais suporte. Quanto mais entidades se juntarem à nossa causa, mais organizados nós vamos estar”, concluiu.
O rapper mencionou também a atribuição da vila dos kuduristas e defendeu uma maior participação das entidades ligadas à cultura na criação de mecanismos de apoio aos rappers.



