Elefantíase: saiba como identificar, tratar e prevenir a doença que tem crescido em Angola

Os casos de elefantíase têm registado aumento preocupante nos últimos tempos, levantando alertas sobre a importância de reconhecer a doença e procurar tratamento adequado.
A elefantíase, também chamada de filariose linfática, é uma infecção parasitária crónica causada principalmente pelo nematoide Wuchereria bancrofti, que afeta os vasos linfáticos. A doença provoca inchaço nos braços, pernas, seios ou saco escrotal, dependendo da região afetada.
Segundo dados da plataforma “Tua Saúde”, a transmissão acontece através da picada do mosquito Culex sp., conhecido como mosquito palha ou pernilongo. Ao picar uma pessoa, o inseto pode depositar as larvas do parasita na corrente sanguínea, que se dirigem aos vasos linfáticos para se desenvolverem até a fase adulta.
Os principais sintomas de elefantíase são:
Os sintomas podem surgir meses após a infecção, devido à circulação das larvas pelo organismo. Sem tratamento, os parasitas adultos podem causar cicatrizes nos vasos linfáticos, levando a inchaço crónico e espessamento da pele, característica que dá o nome à doença.
A elefantíase não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa. Quem está infectado só transmite o parasita se for picado por um mosquito que depois pique outra pessoa.
A pessoa infectada pelo parasita Wuchereria bancrofti não passa o parasita para outras pessoas diretamente, através do contato com a pele, mas se um mosquito a picar, pode ser infectado e, assim, transmitir o parasita para outras pessoas ao picá-las.
Os remédios para elefantíase são indicados para matar as larvas da filária e evitar complicações. O principal remédio utilizado é a dietilcarbamazina, que deve ser tomado por via oral, após a confirmação do diagnóstico e identificação do tipo de espécie do parasita.
Em alguns casos, pode ser necessária a realização de cirurgia para remover os restos de vermes adultos e as calcificações no sistema linfático, o que melhora a drenagem linfática, diminuindo os sintomas da elefantíase. Além disso, a cirurgia é recomendada para o tratamento do acúmulo de líquido no saco escrotal, ajudando a aliviar a dor e o inchaço.
Para o tratamento da elefantíase crônica nas pernas, o médico pode também indicar elevar as pernas ou usar meias elásticas de compressão. Além disso, é importante manter a higiene adequada da pele, lavando com água e sabonete frequentemente e secando bem, para evitar infecções.
A atenção aos sintomas e a prevenção são essenciais para reduzir o impacto da elefantíase, que continua a ser um desafio de saúde pública em Angola.
Por: Janeth Sousa


