Escritores angolanos que todos deveriam ler em 2025

A literatura angolana é rica em obras de grande valor criadas por escritores de grande relevância e reconhecimento mundial como, Pepetela, José Eduardo Agualusa, Ana Paula Ribeiro Tavares, José Luandino Vieira, Ondjaki, Djaimilia Pereira de Almeida e Kalaf Epalanga.
Um dos escritores mais proeminentes de Angola, vencedor do Prémio Camões, é conhecido pelas suas obras que exploram a história e a sociedade angolana.
As suas obras misturam histórias de guerra, fantasia, reflexões sobre a realidade africana e até uma curiosa paródia a James Bond, através de uma série protagonizada por um herói de nádegas exageradas, humoristicamente apelidado de Jaime Bunda. Pepetela foi reconhecido com o Prémio Camões em 1997.
Um nome incontornável da literatura contemporânea, com um estilo que o consagrou internacionalmente.
Nascido na cidade de Huambo, Agualusa mudou-se para Portugal para prosseguir os estudos e dedicou-se posteriormente ao jornalismo, através de colaborações com diversos órgãos de comunicação. Em simultâneo, lançava-se no meio literário enquanto editor e escritor de romances, contos, crónicas e poesia.
O seu trabalho tem alcançado uma dimensão impressionante, merecedora de honras como o International Dublin Literary Award, um dos prémios mais valiosos do mundo, com um valor pecuniário de 100 mil euros ou a inclusão nos finalistas do popular International Booker Prize, ambos devido ao romance Teoria Geral do Esquecimento.
Autora de grande reconhecimento, com um estilo único, especialmente no género poético.
Foi membro do júri do Prémio Nacional de Literatura de Angola nos anos de 1988 a 1990 e responsável pelo Gabinete de Investigação do Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica, em Luanda, de 1983 a 1985
Tem poesia publicadas em jornais e revistas em Angola, Brasil, Portugal, Alemanha, Suécia, e Canadá. Em 1999, publicou vários estudos sobre história de Angola na Revista “Fontes & Estudos” de Luanda.
Um autor premiado, com obras como “Luuanda”, que é um marco na literatura angolana e um dos clássicos a serem lidos.
O escritor luso-angolano também foi activo nos processos políticos, históricos e sociais de Angola. Inclusive, encontrou-se preso por muitos anos, por ser contrário às autoridades ditatoriais que perpetuavam no país durante o século XX.
Boa parte de suas obras foram iniciadas e escritas dentro das prisões angolanas, o que demarca bem a sua história como militante por seus ideais.
Ndalu de Almeida, mais conhecido como Ondjaki, é apaixonado pelo mundo das letras desde que, ainda adolescente, descobriu a banda desenhada de Astérix, tem-se destacado na escrita de poesia, contos, romances e livros infanto-juvenis, com uma obra que explora a vida quotidiana em Angola, com uma escrita muito própria.
Os seus interesses estendem-se, contudo, a várias outras áreas artísticas, como o cinema, o teatro ou a pintura, onde Ondjaki também tem construído obra.
Entre os vários prémios que já conquistou encontram-se o Prémio Jabuti de Literatura, em 2010, o Prémio José Saramago, em 2013, e o Prémio Littérature-Monde, em 2016. Os seus livros estão traduzidos para mais de uma dezena de línguas.
Uma das consideradas ‘vozes’ mais interessantes da literatura angolana, com obras que questionam a identidade e a memória. Nasceu em Angola, em 1982, mas cresceu em Portugal e é cidadã portuguesa. Os seus livros refletem os desafios inerentes a este duplo legado.
Estreou-se em 2015, com a publicação de “Esse Cabelo”, que nos dá a conhecer as experiências de uma jovem angolana na sociedade portuguesa dos anos 80. Mais tarde, venceu o “Prémio Fundação Inês de Castro”, o “Prémio Fundação Eça de Queiroz” e o “Prémio Oceanos” pelo romance “Luanda, Lisboa, Paraíso”.
Os seus livros encontram-se traduzidos para mais de uma dezena de línguas. Também já escreveu para publicações tão reputadas como o New York Times.
Reconhecido por suas obras que retratam a realidade angolana, com uma perspectiva única.
Kalaf Epalanga Ângelo é um músico, escritor, poeta e cronista radicado em Berlim. Fundador da banda Buraka Som Sistema, premiada com o MTV Europe Music Awards por três anos seguidos na categoria Melhor Artista Português, Kalaf foi cronista de vários jornais e revistas europeus.



