O músico angolano, Fábio Dance, mostrou-se preocupado com a actual dinâmica da música nacional, sobretudo com a curta duração dos sucessos no mercado, defendendo que os artistas têm cada vez menos tempo para consolidar os seus trabalhos junto do público.
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O pronunciamento aconteceu durante um debate promovido pela Rádio Nacional de Angola (RNA), com o tema “O uso de palavras obscenas na música angolana. Liberdade de expressão ou perda de valores?”, com destaque para o estilo kuduro.
Ao abordar a realidade enfrentada pelos artistas, Fábio Dance considerou que muitos procuram aproveitar rapidamente o período de popularidade de uma música, tendo em conta a velocidade com que novos lançamentos substituem os anteriores.
“Muitos deles fazem isso para matar a fome, porque sabem que isso tem tempo de bater, porque antigamente nós fazíamos música e você via o artista a bater um ano, era consumir aquele artista e não tinha para ninguém, mesmo que vinha outros a tocarem. Hoje em dia já não acontece, o artista já nem passa mais um mês, tem apenas 4, 5, 6 dias ou uma semana e isso é preocupante”, afirmou.
A reflexão do artista surge num contexto de discussão sobre as transformações da música angolana, particularmente no kuduro, e sobre a influência das novas dinâmicas de consumo na produção e longevidade dos trabalhos musicais.



