O apresentador angolano, Geraldo Dala, partilhou nesta segunda-feira, 21 de Setembro, uma reflexão sobre a forma como a solidariedade é demonstrada em situações que ganham grande exposição pública, questionando se alguns gestos de ajuda surgem verdadeiramente da empatia ou também da procura por reconhecimento.
@IG: Geraldo Dala
Numa publicação feita no seu perfil do Facebook, Geraldo observou que, quando o sofrimento de alguém deixa de ser privado e passa a ocupar espaço nas redes sociais e nos meios de comunicação, surgem rapidamente “mãos estendidas, palavras bonitas e gestos de generosidade”.
O apresentador também chamou atenção para as pessoas que enfrentam dificuldades longe dos holofotes, sem fotografias, publicações ou uma audiência capaz de transformar a sua dor num assunto público. Para Geraldo Dala, essa realidade levanta uma reflexão sobre até que ponto determinados actos de solidariedade são motivados apenas pela vontade de ajudar.
“É curioso como, quando uma situação ganha visibilidade, a solidariedade pode transformar-se quase numa competição: quem aparece primeiro, quem dá mais, quem publica mais e quem recebe mais reconhecimento”, escreveu.
Geraldo Dala defendeu ainda que existe uma diferença entre ajudar alguém e ser visto a ajudar, considerando que a verdadeira solidariedade deve existir mesmo quando não há câmaras, aplausos ou qualquer forma de reconhecimento.
“Porque a verdadeira solidariedade não procura palco. Procura pessoas”, afirmou.
Ao finalizar o texto, o apresentador felicitou Filipe Nunda Kiala e a equipa do Fly Podcast e Fly Skuad, ao destaca-lo como exemplo de uma forma de ajudar sem transformar a dor de alguém num espectáculo.
“Parabéns ao Filipe Nunda Kiala e à sua equipa por demonstrarem que ainda é possível fazer o bem sem transformar a dor de alguém num espectáculo”, concluiu Geraldo Dala.



