Mudaram de estilo e venceram: 5 casos de sucesso na música angolana

A música angolana é marcada pela constante reinvenção, e há artistas que provaram que mudar de estilo pode ser o passo certo para alcançar novos patamares. Entre riscos e apostas ousadas, vários nomes saíram da sua zona de conforto e acabaram por conquistar ainda mais espaço no mercado.
Neste artigo, o AngoRussia seleccionou 5 músicos angolanos que mudaram de estilo e tiveram êxito:
Puto Português
Conhecido inicialmente pelo kuduro, especificamente pelo tema “Wakimono”, em colaboração com Nacobeta, Puto Português deu uma virada na carreira ao apostar no semba. A mudança não só consolidou o seu nome como o transformou numa das maiores referências do género, com temas que rapidamente se tornaram clássicos, como “Tá Male”, “De Maria Pra Meury”, “Casamento”, “Deusa Grega”, e outros.
Bruno M
Começou ligado ao rap no início dos 90, mas foi no kuduro que Bruno M encontrou o seu verdadeiro espaço. Com uma energia única e presença marcante, tornou-se um dos nomes mais populares do estilo, conquistando multidões dentro e fora de Angola, com a saga “Batida Únika”, com temas de sucesso como “1 Para 2”, “Tchubila”, “Dança dos Combas”, e outros.
Edgar Domingos
Começou a cantar em 2013, influenciado pelos amigos, ingressando inicialmente no grupo de rap “IVLD”. Em 2014, lançou sua primeira mixtape intitulada “Young Kings” e decidiu integrar um novo grupo, os “Raptors”, ampliando seu espaço no cenário musical angolano.
Depois de dar os primeiros passos no rap, Edgar Domingos reinventou-se ao apostar na kizomba. A mudança trouxe-lhe uma nova identidade artística e abriu portas para um público mais vasto, consolidando a sua carreira, com temas de sucesso como: “Senhor Incrível”, “Adoço”, “Camisa 10”, e outros.
Gerilson Insrael
É um dos exemplos mais claros de versatilidade. Saiu do kuduro e mergulhou na kizomba, tarrachinha e afrobeat, estilos onde encontrou grande aceitação. Hoje, é um dos artistas mais ouvidos e influentes da nova geração.
Gerilson Insrael, tem uma trajectória marcada por álbuns significativos como “11.º Ano”, que celebra sua caminhada artística e vitória sobre desafios pessoais e profissionais. Gerilson actua em várias frentes do processo musical: composição, produção, engenharia de captação, mixagem e masterização, demonstrando controle completo sobre sua criação.
Eddy Tussa
Começou no rap no início do ano 1993, com o grupo “Warrant-B”, lançando a primeira obra do grupo intitulada “Batalha”, mas foi no semba que encontrou o seu verdadeiro caminho. Com uma sonoridade própria e letras marcantes, Eddy Tussa conseguiu afirmar-se como uma voz respeitada dentro do género.
Ao longo dos anos, Eddy lançou diversos álbuns solo, como: Izenu Mu Tale (2010, Semba Afro), Grandes Mundos (2012), Kassembele (2017). Entre suas composições mais conhecidas destacam-se “Muimbo Uami”, “Retrato”, “Diala Dyame”, “Mama Koleno”, “Homenagem”, “Kassembele”, “Amor Mwangolé”, “Vou Ficar Fininho” e “Nzenze”.


