MultiChoice chama atenção sobre pirataria e enfatiza os direitos de autor e defesa da criatividade em África

A MultiChoice, juntamente com parceiros da organização Parceiros Anti Pirataria, tem vindo a sensibilizar o público africano para os impactos económicos e humanos catastróficos, ao mesmo tempo que a polícia e os tribunais ajudam a levar os grupos piratas à justiça. Um movimento, criado para proteger os direitos dos criadores e detentores de conteúdos e para desmantelar as organizações criminosas envolvidas em pirataria.
A pirataria digital é hoje reconhecida como uma ameaça real para os produtores africanos de conteúdos audiovisuais originais. Para combater este fenómeno complexo, diversas entidades uniram-se para sensibilizar os consumidores africanos sobre roubo de conteúdos, enquanto estratégia para impulsionar os esforços de investigação e fiscalização das actividades ilegais.
Tal como comprar uma camisola de futebol falsificada priva os clubes das suas receitas de licenciamento, aceder de forma ilegal a uma série de TV significa roubar esse conteúdo aos criadores originais. Numa perspectiva mais abrangente, o streaming pirata também afecta directamente os postos de trabalho em toda a cadeia de valor do sector audiovisual.
Em nota enviada ao AngoRussia, a organização revela que, no caso de uma série dramática ou de um filme, por exemplo, os streamings piratas prejudicam o modelo de negócio e a actuação de investidores e operadores, já que afectam de forma profunda a capacidade de obtenção de rendimentos provenientes dos subscritores.
No limite, devido à incapacidade de captação de mais recursos financeiros, a produção local tende a desaparecer, com efeitos directos na vida de argumentistas, maquilhadores, operadores de câmara, técnicos de som, editores, realizadores e produtores, que passam a estar à beira do desemprego e da instabilidade social.
Com avanços na inteligência artificial, com a automação ou a introdução da marca de água e rastreamento digital, é agora possível localizar e processar os consumidores de conteúdos pirateados. No ano passado, no Quénia, agentes do Conselho de Direitos de Autor invadiram um estabelecimento e desmantelaram um gangue com 27,6 milhões de utilizadores únicos em todo o mundo.
Na Nigéria, está em curso uma parceria entre a Comissão de Comunicações da Nigéria e o Conselho Nacional de Censura de Filmes e Vídeo, também para combater a pirataria. No Reino Unido, os operadores de uma rede ilegal que transmitia jogos da Primeira Liga Inglesa foram recentemente condenados a 30 anos de prisão.
A organização aconselha: “não consuma conteúdo pirateado e denuncie, através dos canais oficiais, as práticas ilegais que chegam ao seu conhecimento. O segredo do sucesso e da sustentabilidade da produção audiovisual em África depende da existência de plataformas legítimas e seguras”.
Para denunciar a pirataria de conteúdos, contacte a Partners Against Piracy através de um destes canais:
o Linha Directa Internacional: +27 11 289 2684


