“No tempo do Man Zé, essa hora era um carro e uma casa cada jogador”, declara Nuno Baio ao falar da conquista do 12.º título de Angola no AfroBasket

Em declarações que misturam nostalgia, crítica e patriotismo, Nuno Baio reacendeu o debate sobre o valor do desporto nacional e o reconhecimento dos seus protagonistas, após a consagração da selecção angolana no AfroBasket 2025.
“Txeeee… Angola já foi uma banda, yá.” Foi com esta frase carregada de emoção e desabafo que o criador de conteúdos e consultor de gestão de negócios, reagiu à recente vitória da selecção nacional no AfroBasket 2025, disputado no arena do Kilamba, em Luanda. Angola voltou ao topo do basquetebol africano, conquistando o tão cobiçado troféu, mas as palavras de Baio revelam um sentimento que vai além do orgulho da conquista: um misto de saudade, crítica social e chamada à consciência.
Nos seus perfis das redes socias, Nuno Baio não poupou comentários sobre o que considera ser a desvalorização actual dos atletas angolanos:
“No tempo do Man Zé, essa hora era um carro e uma casa cada jogador. Tolerância de ponto amanhã”, destacou
A comparação, feita com ironia, remete ao passado dourado do desporto nacional, na época de governação do falecido ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, tempo em que a glória era celebrada com reconhecimento tangível, quase mítico.
As palavras de Baio acendem o debate sobre a gestão do desporto nacional e o lugar reservado aos seus protagonistas na narrativa social e política do país. A crítica não é apenas sobre a falta de incentivos materiais, é sobre memória, legado e a urgência de um sistema que saiba cuidar dos seus.



