Noite e Dia destaca importância da amizade e união no meio artístico: “Já não é tão fácil testemunhar isso”

A artista angolana, Noite e Dia, falou nesta terça-feira, 20 de Janeiro, sobre a importância da amizade e da união no meio artístico, ao recordar os laços criados ao longo da sua caminhada no mundo da música e os aprendizados adquiridos fora dos palcos e estúdios.
Numa publicação feita no seu perfil do Instagram, a cantora partilhou uma reflexão carregada de nostalgia e gratidão, lembrando os tempos em que a convivência entre colegas de profissão era marcada por cumplicidade, apoio mútuo e uma harmonia comparável a uma melodia perfeita. Segundo a artista, eram momentos em que a união se sentia de forma genuína, tanto nos bastidores como na vida pessoal.
“Como, a vida dá muitas voltas. E nessas voltas, fui levada por caminhos que jamais imaginei trilhar, cruzei fronteiras, percorri países e tive a honra imensa de representar Angola inúmeras vezes. Subi a palcos que ecoaram sonhos, ao lado de colegas extraordinárias, e vivi instantes raros, daqueles que não se apagam com o tempo, ficam eternizados na alma, houve um tempo em que a nossa união era melodia, bastava uma voz iniciar, e as outras vinham como coro, em perfeita sintonia, formando uma só canção, era cumplicidade, era entrega, era harmonia verdadeira. Hoje, confesso com o coração apertado, já não é tão fácil testemunhar isso, porque o mundo parece mais inclinado ao confronto do que ao entrelaçar das mãos”, escreveu.
Na ocasião, Noite e Dia reconheceu que, com o passar do tempo, nem sempre essa harmonia se mantém da mesma forma, sublinhando que hoje “já não é tão fácil testemunhar isso”, esse espírito de união no meio artístico. Ainda assim, frisou que as experiências vividas deixaram lições valiosas, aprendidas não em produções musicais, mas na convivência diária, no apoio silencioso e na escuta mútua.
“Por isso, elevo a minha gratidão aos céus pelos momentos grandiosos que Deus me concedeu ao lado das minhas colegas, foi sublime partilhar caminhos com elas, porque aprendi lições que nenhum produtor ensina, aprendemos na vivência, na escuta, no apoio silencioso, cada uma amparava a outra, caminhávamos juntas, sustentávamo-nos na força colectiva. Foi um tempo absolutamente inexplicável, quase sagrado”, frisou.
Por: Florinda José


