A empresária Beatriz Franck defendeu uma visão diferente sobre o propósito e o auge da vida de uma mulher, ao questionar a ideia de que o casamento e a maternidade devem representar as principais conquistas femininas.
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Durante uma entrevista ao podcast Selecto Talks, Beatriz Franck afirmou que essa percepção resulta de uma mentalidade transmitida entre gerações e que continua a influenciar muitas mulheres.
“Nós fomos formatados pelos nossos avôs que a mulher tem um programa de vida, nasceu, cresceu, estudou, casou, fez filhos e é o auge da vida. Esta é uma mentalidade que vai prevalecer para daqui mais 50 anos, porque infelizmente, maioritariamente das mulheres ainda pensam assim que o seu auge é casar e ter filhos”, afirmou.
A empresária comparou a felicidade que sentiu em diferentes momentos da sua vida, incluindo o casamento, a conquista do título de Miss e a conclusão de duas licenciaturas, com a satisfação que experimenta ao lançar ou inaugurar novos projectos.
“Eu hoje meço a alegria que eu senti quando eu casei e a alegria que sinto quando inauguro um projecto novo, dá-me vontade de subir num prédio de dez andares e me atirar, porque eu quando casei, ganhei o concurso de Miss ou quando fiz duas licenciaturas, não senti isso”, declarou.
Segundo Beatriz Frank, a sua trajectória levou-a a concluir que a realização pessoal está principalmente ligada aos projectos que desenvolve e ao impacto das iniciativas que constrói. Por essa razão, afirmou que o casamento e a maternidade deixaram de ocupar uma posição central nas suas prioridades.
“Eu concluí que eu vim neste mundo para fazer projectos, os meus filhos são os projectos que eu lanço, o meu marido são os investimentos que eu faço, então para mim, hoje é secundário casar, não é urgente e se também não casar e não tiver filhos, vai ser indiferente”, concluiu.



