O actor e apresentador angolano, Pedro N’zagi, chamou a atenção para a importância da saúde mental dos homens, numa reflexão partilhada nas redes sociais, na qual aborda a pressão social para que estes escondam as emoções e enfrentem os problemas em silêncio.
Foto: Instagram/Pedro N’Zagi
Na publicação feita no seu perfil do Instagram, o comunicador destaca que muitos homens aprendem, desde cedo, a lidar sozinhos com as dificuldades, por acreditarem que dificilmente encontrarão alguém disposto a ouvir os seus problemas sem julgamentos.
“Ninguém quer saber da saúde mental de um homem até que essa cena toda se transforme em raiva. Depois, todo o mundo quer falar sobre que tipo de homem ele é. Mano, deixa só eu te explicar uma coisa. Queres saber por que é que muitos homens não falam nada? Porque aprendemos cedo que ninguém quer realmente saber da resposta. Perdes o trabalho? Desenrasca-te. Estás sem dinheiro? Resolve a tua vida. As contas estão a acumular e não sabes o que fazer? Desenrasca-te”, escreveu, ao descrever as cobranças sociais que, na sua perspectiva, contribuem para que muitos homens evitem falar sobre aquilo que sentem.
Pedro Nzagi observa ainda que, por detrás de comportamentos aparentemente descontraídos, podem existir pessoas a enfrentar dificuldades financeiras, problemas nos relacionamentos, responsabilidades familiares e noites sem dormir, sem que aqueles que as rodeiam se apercebam da situação.
Para o apresentador, a dificuldade em expressar emoções pode levar os homens a acumular frustrações, medos e angústias até que a pressão se manifeste sob a forma de raiva. Nesse contexto, considera que a sociedade tende a questionar o comportamento masculino sem procurar compreender as experiências que podem estar na sua origem.
O comunicador sublinha também a importância de demonstrar reconhecimento e apoio emocional, lembrando que palavras simples, como “Tenho orgulho de ti” ou “Eu sei que estás a tentar”, podem fazer a diferença para alguém que atravessa um período difícil.
“Para alguns homens, a primeira vez que alguém lhes dá flores é no funeral”, escreveu Pedro Nzagi, apelando às pessoas para que expressem o seu afecto e reconhecimento em vida, em vez de esperarem por uma despedida para demonstrar o quanto alguém era importante.
A reflexão termina com uma mensagem sobre a necessidade de valorizar as pessoas enquanto estão vivas, sobretudo os homens, que nem sempre recebem demonstrações de carinho e reconhecimento.




