Phedilson fala sobre os bastidores da carreira artística e deixa forte recado aos novos talentos: “Tens de amar isso, puto. Ou nem tentes”

O rapper angolano Phedilson, apontado como um dos nomes mais promissores do rap nacional, recorreu às redes sociais, nesta terça-feira, 27 de Janeiro, para partilhar uma mensagem directa e reflexiva sobre os bastidores da carreira artística, deixando um alerta claro aos jovens que sonham viver da música.
Numa publicação extensa feita na sua página oficial do Facebook, o artista destacou que, para sustentar uma trajectória no meio artístico, o talento por si só não é suficiente. Segundo Phedilson, é fundamental amar profundamente o que se faz, ter propósito, disciplina e resistência emocional para enfrentar os desafios que o percurso impõe.
“A ti, mais novo… Tudo é possível se fizeres com amor e dedicação aquilo que gostas. Que ninguém te limite”, escreveu o artista, ao reforçar que o rap devolveu-lhe o amor que sempre colocou na arte.
O rapper sublinhou ainda que, com o tempo, a paixão transforma-se em profissão e que chega um momento em que o trabalho passa a ter valor financeiro, não por vaidade, mas por reconhecimento.
“Hoje têm de me pagar pra fazer o que eu faria de graça, porque isto sou eu”, afirmou.
Apesar do encorajamento, Phedilson também deixou um aviso directo sobre a fama e os aplausos que nem sempre sustentam um artista, principalmente quando a responsabilidade de influenciar milhares de pessoas começa a pesar.
“A fama, massa, aplausos e etc nem sempre terão a força suficiente pra te motivar…”, alertou, ao destacar que nem sempre a vida artística é leve, divertida ou “cuia”.
O músico revelou que o retorno da exposição pode ser duro como, perder amizades, receber ódio gratuito e sacrificar uma vida comum, com o tempo e energia consumidos pela pressão constante.
“Algumas vezes o retorno é perderes amigos, receberes ódio de muitos e sacrificares outras coisas boas…”, desabafou.
Phedilson, citou também uma mensagem que recebeu do rapper português Valete: “todo o artista é depressivo”, que afirma que, com o passar do tempo, passou a compreender melhor o peso emocional de viver a arte intensamente.
Ao finalizar, o cantor deixou um conselho definitivo, quase como uma regra de sobrevivência no rap e na vida artística.
“Tens de amar isso, puto. Ou nem tentes sequer.”


