Quase metade das mulheres entre 25 e 44 anos poderão estar solteiras e sem filhos em 2030, aponta estudo

Projecções demográficas baseadas em análises como as do Morgan Stanley, indicam que, até 2030, cerca de 50% das mulheres com idades entre 25 e 44 anos, deverão estar solteiras e sem filhos, o que vai reflectir transformações profundas nos comportamentos sociais, económicos e culturais observados em diversos países.
Segundo especialistas, a tendência está associada a múltiplos factores, entre eles o aumento da escolaridade feminina, maior investimento na carreira profissional, independência financeira e o adiamento do casamento e da maternidade. As mudanças nos modelos tradicionais de família e a redefinição das prioridades pessoais também têm influenciado as escolhas das mulheres nas últimas décadas.
Sociólogos e demógrafos explicam que o fenómeno não representa necessariamente uma rejeição à maternidade ou aos relacionamentos, mas sim uma adaptação às exigências da vida moderna. A instabilidade económica, o alto custo de vida e a busca por realização pessoal e emocional têm levado muitas mulheres a postergar decisões consideradas definitivas.
Especialistas alertam ainda, que esta mudança poderá ter impactos significativos no mercado de trabalho, nos sistemas de segurança social e nas políticas públicas, sobretudo em áreas como natalidade, saúde reprodutiva e apoio à família.
A projecção reforça a necessidade de os governos e a sociedade repensarem estratégias que acompanhem as novas dinâmicas sociais, garantir que as escolhas individuais sejam respeitadas e apoiadas por políticas inclusivas e adequadas à realidade contemporânea.



