Sangue menstrual surge como nova tendência de skincare e divide opiniões

Uma prática estética pouco convencional, conhecida como “menstrual masking”, tem ganhado destaque nas redes sociais ao propor o uso de sangue menstrual como máscara facial. A tendência tem sido impulsionada sobretudo pelo TikTok, onde conteúdos associados ao tema já acumulam milhões de visualizações, atraindo jovens em busca de alternativas naturais e rituais simbólicos de autocuidado.
Os defensores da prática alegam que o sangue menstrual contém nutrientes e células com potencial regenerativo, argumento frequentemente associado a um estudo científico publicado em 2016, que identificou propriedades reparadoras em células presentes no fluído. Para alguns adeptos, o ritual vai além da estética, e assume também um significado de reconexão com o corpo e quebra de tabus em torno da menstruação.
No entanto, especialistas em dermatologia alertam para os riscos. Segundo profissionais da área, o sangue menstrual recolhido sem técnicas laboratoriais adequadas pode conter bactérias, fungos e outras secreções, que representam riscos de infecções cutâneas, inflamações e agravamento de doenças dermatológicas já existentes.
Os especialistas reforçam que não existem evidências clínicas suficientes que comprovem a segurança ou eficácia do menstrual masking como tratamento para a pele. O tema continua sob observação tanto pela ciência quanto pela indústria da beleza, que reconhecem o interesse crescente do público, mas defendem a necessidade de estudos mais robustos e protocolos de segurança rigorosos antes de qualquer recomendação.


