Sara Arvela reage ao posicionamento de Karen Serena sobre colorismo e abre debate nas redes sociais

O debate sobre colorismo voltou a ganhar destaque nas redes sociais, após um vídeo polémico publicado no TikTok, no qual uma criadora de conteúdo afirmou que “uma mulata destas não vai chegar para todos e alguns vão se contentar com as pretas”. A declaração gerou forte repercussão e levou a influenciadora digital Karen Serena a se pronunciar, destacando que falas desse tipo reforçam preconceitos e contribuem para a exclusão de pessoas de pele mais escura.
A empreendedora Sara Arvela, esposa do músico Gerilson Insrael, decidiu reagir ao posicionamento de Karen, ao repostar o vídeo nos stories do Instagram e salientar a sua própria reflexão.
“Acho muito engraçado quando só viraliza ou querem falar de colorismo quando o meme é dirigido a pessoas negras de tom de pele escuro! E os mesmos memes que fazem sobre as mulatas, não falam também, por quê? Porque isso só incomoda o tom mais escuro, né? Olha, parem com isso!! Tem razão quando falam que jindungo no olho do outro é refresco. A carapuça só serve a quem acha que serve, ya?”, começou por dizer.
Ainda nos stories, Sara respondeu a uma internauta que questionou se existiria “colorismo inverso” e minimizou o impacto de ofensas dirigidas a pessoas de pele mais clara.
“Que lógica tem desvalorizar mulatos? A quantidade de genes negros é a mesma quantidade de genes brancos que os mulatos têm. Querem se vitimizar à toa, parem com esse discurso de ódio. Achas que entras na AGT ou que serás ministra só por ser mulata? Tens mesmo de estudar minha linda, e isso é algo que faço muitíssimo bem e não é por ser mulata que vou aceitar ofenderes-me falando das minhas equivalências. Eu já fui empurrada num ATM, onde estava na fila de prioridades com mais duas grávidas à frente, e quando chegou a minha vez, não me deram prioridade e sabes o porquê? Ele disse: ‘só porque és mulata achas que vais passar?’… Mulatos são mistura de duas raças, os brancos não nos aceitam como brancos e os pretos também não nos aceitam como pretos! Queres falar de privilégios? Num país onde 90% das ministras são pretas? A cor não te leva a lado algum sem estudo, entenda isso e para de se vitimizar e destilar ódio”, disse.


