“Volte amanhã”: Os erros mais cometidos pelos funcionários públicos e privados em Angola

Seja na fila do banco ou no balcão de uma repartição pública, todo o cidadão angolano trava uma batalha diária pela eficiência. Embora existam profissionais de excelência, a verdade é que o “atendimento ao público” ainda é um dos maiores “calcanhares de Aquiles” da economia e administração de Angola. Por esta razão, o AngoRussia, selecionou seis dos maiores erros cometidos pelos funcionários da função pública e privada.
Entre os erros cometidos por funcionários públicos e privados em Angola no atendimento ao público variar, mas selecionamos dos mais comuns que incluem:
1- Falta de formação e capacitação:
Muitos funcionários não recebem treinamento adequado sobre atendimento ao cliente, o que pode levar a um serviço ineficaz e insatisfatório.
O famoso “aqui não é comigo, vá ao balcão X”. O utente é saltimbanco entre departamentos, muitas vezes porque o funcionário não domina os procedimentos da própria instituição.
2- Desconsideração e falta de empatia:
O atendimento frio ou desinteressado pode deixar os clientes frustrados. É essencial que os funcionários demonstrem empatia e compreensão em relação às necessidades dos clientes.
Muitas vezes, ao chegar a um balcão, o utente sente que está a pedir um favor e não a usufruir de um serviço. O sorriso foi substituído por um olhar de enfado.
3- Longas esperas e atrasos:
A ineficiência nos processos pode resultar em longas filas e atrasos no atendimento, o que cria insatisfação entre os utentes.
4- Mito do Sistema: “O Sistema Caiu”:
Este é o clássico absoluto de quase todas repartição. No sector público e privado (especialmente bancos), a frase “o sistema está em baixo” e “volte amanhã”, tornou-se uma resposta padrão para evitar o trabalho ou mascarar a falta de manutenção técnica.
5- Uso excessivo do telemóvel:
Não é raro entrar num estabelecimento e ter de esperar que o funcionário termine uma chamada, ou responde uma mensagem no WhatsApp ou normal, ou mesmo de fazer “scroll” nas redes sociais antes de ser atendido.
6- Gestão criativa do tempo (Pausas Prolongadas):
As pausas para o almoço que duram uma hora ou o encerramento antecipado do guichê “para balanço” são reclamações constantes nos centros urbanos como Luanda.



