A radialista e criadora de conteúdos digitais angolana, Yolanda Tati, aproveitou a sua passagem por Amesterdão, nos Países Baixos, para partilhar uma mensagem sobre a identidade negra, o legado do colonialismo e a felicidade enquanto forma de resistência.
Foto: IG
A comunicadora encontra-se a realizar uma viagem a solo pela Europa, uma aventura que já a levou à Bélgica e, mais recentemente, à capital neerlandesa. Foi neste último destino que decidiu partilhar com os seguidores um momento de contemplação, acompanhado de uma mensagem que cruza a experiência de viajar com a consciência histórica.
Num vídeo intitulado “Eu quando viajo para um país de colonizadores”, partilhado no seu perfil do Instagram, Yolanda Tati aparece sentada numa cafeteria, a apreciar um copo de vinho enquanto observa o movimento da cidade.
“Eles pensam que nós não sabemos? Viajando sim, sabendo de história e reflectindo também… ser uma mulher feliz é um acto de resistência, em Amesterdão e em qualquer parte do mundo. Ser uma mulher negra e feliz é um verdadeiro acto revolucionário, em qualquer momento da história. Das coisas mais simples, que me trazem felicidade: sentar num banquinho e observar as pessoas a passar. Reconhecer a beleza, ver com contraste, sorrir com leveza e pensar… esses roubaram e exploraram bem, mano”, escreveu a radialista.
Para a comunicadora, apreciar os pequenos momentos da vida não significa ignorar o passado, mas reconhecer a beleza do presente sem perder de vista as contradições históricas que caracterizam determinados lugares.




