O actual surto do vírus Ébola na República democrática do Congo (RDC) é o mais letal já registado desde a história doença, com 2.325 mortes confirmadas, informaram as autoridades congolesas.
Com um total de 4.945 casos confirmados, o surto supera assim tanto em contágios como em mortes, a epidemia que também atingiu o leste da RDC entre 2018 e 2020, causando 2.299 mortos e 3.481 casos , embora continue ainda longe do mais mortífero já registado entre 2014 e 2016, que provocou 11 mil mortos e 28 mil contágios na África Ocidental.
Este número de mortos foi atingido quase três vezes mais rapidamente do que no surto de Ébola de 2014-2016 na África Ocidental, o pior da história, reportou a Lusa.
A epidemia está a alastrar-se perante um cenário difícil, com greves de alguns profissionais de saúde que não recebem salários, ameaças de grupos rebeldes, a indignação de comunidades há muito traumatizadas e desinformação que afirma que o Ébola não é real.
Até hoje, seis das 26 províncias do Congo foram afectadas.
A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a OMS.



