África do Sul: Polícia detém 8.896 estrangeiros em 14 dias

A Polícia sul-africana deteve, nos últimos 14 dias, 8.896 estrangeiros acusados de violarem a lei de imigração do país e de outros crimes, num contexto de tensão devido aos ataques xenófobos dos últimos meses.
Num comunicado divulgado, hoje, pelos meios de comunicação locais, o Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS, na sigla em inglês) informou que, em conjunto com a Autoridade de Gestão de Fronteiras (BMA, na sigla em inglês) e outras agências governamentais, "intensificou os seus esforços no domínio do controlo da imigração". Nos últimos 14 dias, os agentes detiveram 8.896 cidadãos estrangeiros, precisou, no comunicado, o SAPS. "Algumas destas pessoas enfrentam também acusações adicionais por crimes graves e violentos, incluindo homicídio, violação e posse de armas de fogo sem licença", bem como actividades de mineração ilegal, salientou. Entre os detidos, encontram-se mais de 800 indocumentados detidos em diferentes operações, na semana passada, na província de Gauteng (norte), por vezes com o apoio da Força Nacional de Defesa da África do Sul (SANDF, na sigla em inglês). Uma equipa especial da polícia começou a investigar o assassinato de um líder provincial de um grupo anti-imigração na África do Sul. A polícia confirmou que Andile Mvuyelwa Somgxada, o líder da província de Gauteng, em Março e Março, foi baleado à porta de sua casa, a leste de Joanesburgo e morreu vários dias depois no hospital. “É uma retaliação”, disse Sandile Dube, porta-voz de March e March, à BBC, explicando como o movimento acreditava que ele era o alvo devido à sua campanha para fazer com que os migrantes indocumentados abandonassem o país. Disse que outros líderes de Março e Março, que tem organizado manifestações anti-migrantes por todo o país, receberam recentemente avisos ou ameaças de morte.


