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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou um plano de resposta de até 5,1 mil milhões USD para ajudar os países africanos a mitigarem o impacto da crise global da energia e dos fertilizantes, provocada pela guerra no Médio Oriente, dias depois de um relatório do Centro de Investigação em Energia e Ar Limpo (CREA) estimar em 21,9 mil milhões USD o custo do aumento dos preços dos combustíveis em 32 países africanos num total de 41 economias analisadas no continente.
O Egipto, África do Sul, Marrocos e Tanzânia foram os mais afectados, entre as economias dependentes da importação de combustíveis fósseis, num período de análise que vai de Março a Agosto. Já os principais exportadores de petróleo, grupo que integra Angola num total de nove países exportadores, beneficiaram da subida dos preços dos combustíveis, tendo arrecadado 21,6 mil milhões USD a mais. Contas feitas, o continente teve um saldo líquido negativo de 0,3 mil milhões USD.
e 0,3 mil milhões USD. Entre os importadores, o Egipto teve os custos acrescidos mais elevados, com 5,2 mil milhões USD, o que representa 1,33% do seu PIB, o equivalente a cinco dias do seu rendimento nacional. O país fecha o grupo de 10 economias mais penalizadas no mundo, liderado pela China. Segue-se África do Sul (com 3,5 mil milhões USD e a 15.ª posição global) e Marrocos (2,2 mil milhões USD).
Entre os exportadores, a Nigéria foi o que mais ganhou com a guerra. O país arrecadou 7,5 mil milhões USD entre Março e Agosto e Angola tem o segundo melhor encaixe em África, com 4,5 mil milhões USD a mais. No conjunto, Nigéria, Angola, Líbia e Argélia representam 18,1 mil milhões dos 21,6 mil milhões USD arrecadados a mais.
Na metodologia utilizada, o CREA comparou o que os países importadores pagaram pelos combustíveis fósseis transportados por via marítima com os preços que os mercados de futuros previam antes da guerra. Diversos componentes de custos foram excluídos da análise, resultando em estimativas conservadoras. Foi para ajudar a lidarem com o peso acrescido na importação de combustíveis e fertilizantes, que o BAD aprovou o Quadro Global de Resposta à Crise da Energia e dos Fertilizantes (GEFCRF).
O quadro será financiado através de um montante adicional de 4,1 mil milhões USD em empréstimos do Grupo e de até 960 milhões USD do Fundo Africano de Desenvolvimento, a entidade responsável pelos empréstimos concessionais, aumentando a meta de empréstimos do BAD para 12,7 mil milhões USD este ano. A resposta é temporária e válida por um ano a partir da data de aprovação a 1 de Setembro, após o que será revista, antes de ser prorrogada.
Impactos no mundo
No global, os importadores de combustíveis fósseis tiveram um custo adicional de 330 mil milhões USD pelo petróleo bruto, produtos petrolíferos e GNL transportados por via marítima nos seis meses seguintes ao início da...



