Agricultores de Uganda processam TotalEnergies por oleoduto

No Uganda, pelo menos quatro agricultores entraram com uma acção judicial contra a empresa francesa de energia TotalEnergies no Reino Unido, em um caso considerado por activistas como um marco na luta contra os impactos ambientais de grandes projectos de combustíveis fósseis.
A acção tem como alvo o Oleoduto de Petróleo Bruto da África Oriental (EACOP), um empreendimento avaliado em 5,6 bilhões de dólares e previsto para entrar em operação em 2027. Com cerca de 1.400 quilômetros de extensão, o oleoduto ligará os campos petrolíferos de Uganda ao porto da Tanzânia e deverá tornar-se o mais longo oleoduto de petróleo bruto aquecido do mundo.
Os agricultores alegam que o projecto viola as leis ambientais, climáticas e constitucionais de Uganda. Com o apoio da organização Avaaz, eles solicitam uma liminar que poderá impedir o início do transporte de petróleo pelo oleoduto.
Entretanto, organizações ambientalistas classificam a EACOP como uma “bomba de carbono”, argumentando que o projecto poderá gerar centenas de milhões de toneladas de emissões de gases de efeito estufa ao longo de sua vida útil.
Os críticos também alertam para os riscos ambientais associados às perfurações nas proximidades do Parque Nacional Murchison Falls, em Uganda, e para possíveis danos a ecossistemas sensíveis.
Em resposta às críticas, a TotalEnergies afirma que implementou rigorosas medidas de proteção ambiental e que trabalha para reduzir ao máximo os impactos do projecto.



