Analistas consideram que novo o acordo petrolífero entre Estados Unidos e Venezuela visa limitar a presença da China no setor energético venezuelano, numa altura em que Pequim perdeu já o acesso direto ao crude do país sul-americano.
Citado pela televisão iraniana Press TV, o jornalista e analista político Alejandro Kirk, baseado na Venezuela e com décadas de experiência como correspondente de meios internacionais, considerou que o acordo anunciado na sexta-feira pelo Presidente norte-americano,
Donald Trump, deve ser entendido no contexto da competição estratégica entre Washington e Pequim.
Kirk descreveu o entendimento como "uma barreira contra a participação chinesa, russa e iraniana no setor energético" venezuelano.
Segundo o analista, Washington procura consolidar a influência na América Latina perante uma eventual intensificação da competição com a China, pelo que o acordo ultrapassa a dimensão estritamente energética.
Trump anunciou, na sexta-feira, que os Estados Unidos alcançaram um acordo com Caracas que assegura a Washington o controlo maioritário de mais de 65 mil milhões de barris das reservas comprovadas de petróleo venezuelano.
Ao abrigo do entendimento, uma empresa privada apoiada pelos Estados Unidos deverá deter uma participação de 55% na produção de 17 blocos petrolíferos, com direitos de exploração durante 100 anos.
O acordo deverá mobilizar quase 100 mil milhões de dólares (86 mil milhões de euros) em investimento privado e gerar mais de 209 mil milhões de dólares (179 mil milhões de euros) em receitas fiscais adicionais para a Venezuela.



