Angola manteve-se protegida do impacto inflacionário da guerra no Médio Oriente – Consultora

A consultora Oxford Economics considerou esta Segunda-feira, 13, que o abrandamento da inflação homóloga para 10,1%, em Junho, mostra que Angola “manteve-se protegida do impacto inflacionário” da guerra no Médio Oriente.
O abrandamento na subida dos preços em Junho “confirma que Angola se manteve, em grande medida, protegida do impacto inflacionista da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão no primeiro semestre de 2026”, escrevem os analistas num comentário à evolução dos preços em Angola, que desceram em Junho pelo 23.º mês consecutivo.
As dificuldades em garantir a circulação no estreito de Ormuz e os avanços e recuos no processo rumo à paz “irão manter os preços do petróleo bruto Brent elevados em 2026, preservando a margem de manobra do país face às pressões inflacionárias que se materializam noutras partes do mundo”, acrescentam os analistas na nota enviada aos investidores ainda antes de o Irão anunciar uma nova suspensão da passagem de navios pelo estreito de Ormuz, no fim de semana.
A inflação em Angola, diz a Lusa, fixou-se em Junho em 10,11%, face aos 19,73% do período homólogo, mantendo uma trajetória de desaceleração pelo 23.º mês consecutivo, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na semana passada.
O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), diz a Lusa, apresentou uma desaceleração de 0,76% em relação ao mês anterior e de 9,62% face ao mesmo período do ano anterior.



