António Guterres considera acordo entre RDC e Rwanda como "passo importante para a paz"

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou, hoje, que o acordo entre a República Democrática do Congo (RDC) e o Rwanda, para cessar os conflitos no leste da nação vizinha de Angola, constitui "um passo importante" para a paz regional.
"Este acordo constitui um passo importante para a desescalada, a paz e a estabilidade no leste da RDC e na região dos Grandes Lagos", afirmou António Guterres em comunicado, apelando às partes para que "respeitem plenamente os compromissos que assumiram", reportou a Lusa.
Os dois países envolvidos em guerra assinaram, sexta-feira, em Washington, um acordo mediado pelos Estados Unidos da América que pretende cessar conflitos no leste desta nação vizinha de Angola, que duram há décadas.
Para o Presidente norte-americano, Donald Trump, a assinatura deste documento marca "um grande dia para o mundo".
Já o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que este acordo marca "um momento importante após 30 anos de guerra" no leste da RDC.
O acordo, assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países africanos da RDC, Thérèse Kayikwamba Wagner e do Rwanda, Olivier Nduhungirehe, testemunhado por Rubio, também ajudará as empresas norte-americanas a obter acesso a minerais essenciais necessários para grande parte da tecnologia mundial, como o cobalto, num momento em que os Estados Unidos e a China estão a competir activamente por influência em África.
Sobre os compromissos assumidos pelas duas partes, estes inspiraram-se numa Declaração de Princípios aprovada em Abril entre os dois países e que prevê "o respeito pela integridade territorial e o fim das hostilidades" no leste da RDC.
Segundo o chefe da diplomacia rwandesa, a RDC concordou em cessar todo o apoio aos militantes hutus ligados ao genocídio de 1994.
O acordo de paz é "baseado no compromisso assumido aqui de pôr fim de forma irreversível e verificável ao apoio do Estado (congolês) às FDLR (Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda) e às milícias associadas", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros ruandês, Olivier Nduhungirehe, durante a cerimónia.
Para a ministra congolesa, "este acordo de paz é apenas o início, não o fim".


