Segundo as autoridades paquistanesas, o atacante tentou entrar nas instalações da esquadra de polícia de Kabal, onde decorria a concentração. Impedido pelas forças de segurança, fez explodir o colete de explosivos junto ao portão principal, provocando um elevado número de vítimas entre manifestantes e agentes da polícia. Entre os mortos estão civis e vários polícias.
A manifestação, organizada por grupos da sociedade civil e líderes comunitários, pretendia exigir medidas mais eficazes contra a crescente actividade de grupos armados no Vale do Swat, uma região que tem registado um aumento dos ataques nos últimos meses. Os participantes defendiam paz, estabilidade e maior presença das autoridades para travar a insegurança.
As forças de segurança isolaram o local e iniciaram uma investigação para determinar as circunstâncias do atentado. Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, embora as autoridades mantenham suspeitas sobre organizações extremistas que actuam na região.
O Presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, condenaram o atentado, apresentaram condolências às famílias das vítimas e reafirmaram o compromisso do Governo em prosseguir o combate ao terrorismo e ao extremismo no país.




