Brasil dá 48 horas a Bolsonaro para explicar alegado plano de fuga e pedido de asilo à Argentina

Uma carta, atribuída ao ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi divulgada pela Polícia Federal daquele país sul-americano, contendo um alegado plano de fuga, para a Argentina com pedido de asilo político. O Tribunal Federal dá dois dias para o político explicar-se.
A carta, segundo a rede Globo, contém um plano de fuga e pedido de asilo político dirigido ao presidente da Argentina, país em que de acordo com o documento, o ex-presidente pretendia viver, para fugir das alegadas perseguições da justiça brasileira.
O Supremo Tribunal Federal do Brasil, apoiando-se na Polícia Federal, referiu que Jair Bolsonaro tem estado, de forma reiterada, a demostrar “descumprimentos de medidas cautelares impostas pela Corte”, classificando-as como condutas ilícitas.
A carta de 33 páginas, que mostra o plano de fuga do ex-presidente, é datada de Fevereiro de 2025, e foi encontrada num dos telemóveis confiscados de Jair Bolsonaro.
“Diante de todo o exposto, intime-se a defesa de Jair Messias Bolsonaro para que, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, preste esclarecimentos acerca: dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas; da reiteração das condutas ilícitas; e da existência de comprovado risco de fuga”, escreveu o Ministro.
“Os elementos de prova obtidos pela Polícia Federal indicam que Jair Messias Bolsonaro tinha posse de documento destinado a possibilitar sua evasão do território nacional”, diz Alexandre de Moraes.
Moraes ordenou que, após a resposta da defesa, os autos sejam enviados imediatamente à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá o mesmo prazo para se manifestar.
Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado e foi indiciado pelo PF nesta qurta por articular medidas para constranger autoridades da Corte.
A PF identificou mensagens e áudios nos quais, segundo os investigadores, o ex-presidente e seu filho, Eduardo Bolsonaro, discutem estratégias para buscar apoio internacional e pressionar o Supremo.
O relatório também apontou que Bolsonaro teria substituído aparelhos celulares após apreensões judiciais e continuado a actuar nas redes sociais em desacordo com medidas que lhe foram impostas.


