Chefe de Estado senegalês eleito novo líder da CEDEAO

O Presidente do Senegal, Bassirou Faye, foi, segunda-feira, eleito por unanimidade novo presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), na 69ºCimeira de Chefes de Estado e de Governo, em Freetown, capital da Serra Leoa.
Faye assumiu o cargo em substituição do presidente da Serra Leoa, Julius Maada Bio. Espera-se que o Presidente Faye lidere os esforços para reforçar a integração regional, melhorar a paz e a segurança e promover uma maior cooperação económica em toda a África Ocidental. Antes da eleição, os Estados-membros da organização assinaram um acordo intergovernamental em Freetown apoiando o gasoduto Nigéria-Marrocos no Atlântico, de acordo com um comunicado marroquino e nigeriano. O gasoduto foi concebido para transportar até 30 mil milhões de metros cúbicos (bcm) de gás natural por ano da Nigéria e da África Ocidental através de 13 países da África Ocidental até Marrocos, de acordo com uma declaração conjunta da agência marroquina de hidrocarbonetos e minas ONHYM e da empresa petrolífera estatal da Nigéria NNPC. Desta capacidade, 15 mil milhões de metros cúbicos por ano serão disponibilizados aos mercados marroquinos e europeus através de um gasoduto existente que liga Marrocos a Espanha, refere o comunicado. O projecto do gasoduto, acordado há uma década entre o rei marroquino e o presidente nigeriano, percorreria 6.900 km numa rota híbrida offshore-onshore e está estimado em 25 mil milhões de dólares. O projecto concluiu as etapas de estudo de viabilidade e de projecto de engenharia inicial. Em Abril, a ONHYM disse à Reuters que o gasoduto foi concebido para estimular a integração económica em toda a África Ocidental, expandindo a produção de electricidade e facilitando o desenvolvimento industrial e mineiro, enquanto ajuda Marrocos a posicionar-se como uma ponte energética entre África e a Europa. O próximo passo será a assinatura de um acordo entre Marrocos e a Mauritânia, rica em gás, numa data posterior, na presença do presidente da Nigéria, refere o comunicado. Fim do programa de reabilitação para terroristasA Câmara dos Representantes da Nigéria instou o governo federal a pôr fim à reabilitação e reintegração de terroristas, raptores e bandidos arrependidos, argumentando que a política enfraquece os esforços para combater a insegurança e encoraja a actividade criminosa. A resolução foi adoptada durante a sessão plenária de ontem, após uma moção que também instou as autoridades a reforçarem os esforços para travar o financiamento do terrorismo e sequestro. O presidente da Comissão da Marinha da Câmara, Yusuf Gagdi, disse aos deputados que alguns ex-insurgentes que concluíram programas de reabilitação seriam responsáveis por divulgar informações, comprometer operações militares e contribuir para ataques contra agentes de segurança, de acordo com relatos dos meios de comunicação locais. A moção, apresentada pelo parlamentar Ademorin Kuye, apelou também a medidas mais rigorosas para desmantelar as redes financeiras que apoiam o terrorismo e o sequestro. Esta instou o governo a melhorar a inteligência financeira, a reforçar a cooperação entre as agências de segurança e a aplicar rigorosamente as leis de combate ao branqueamento de capitais. O veículo de comunicação local Premium Times refere que os deputados aprovaram a moção após debates, com emendas, que pede ao governo federal que reforce os esforços contra o financiamento do terrorismo e descontinue o programa de reabilitação e reintegração para terroristas arrependidos e outros criminosos violentos. A iniciativa de reabilitação, conhecida como Operação Corredor Seguro, foi lançada pelo Governo nigeriano para incentivar os insurgentes de baixo risco do Boko Haram e de outros grupos a renderem-se, a passarem por desradicalização, a receberem formação profissional e, eventualmente, a regressarem às suas comunidades. O programa há muito que divide a opinião pública. Os defensores argumentam que ele ajuda a reduzir a insurgência, encorajando as deserções e reintegrando os ex-combatentes, enquanto os críticos dizem que ele nega justiça às vítimas e representa riscos de segurança no caso de os ex-combatentes reabilitados regressarem à violência.


