Chefes da diplomacia da CPLP debatem futura presidência em Díli

A Guiné-Bissau e a futura presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão estar em debate na reunião do Conselho de Ministros da organização lusófona, agendada para próxima quarta-feira, 19, em Díli.
A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da próxima semana será antecedida das reuniões dos pontos focais e do comité de concertação permanente, que vão ter início na quinta-feira, explicou hoje, em conferência de imprensa, o coordenador geral da Comissão para a presidência rotativa da CPLP, Joaquim Fernandes. Relativamente à Guiné-Bissau, será "apreciado um projecto de resolução" no "quadro do compromisso da CPLP com a estabilidade, a ordem constitucional e os princípios democráticos", disse Joaquim Fernandes, salientando que os estados-membros continuam a fazer esforços de diálogo. A Guiné-Bissau foi suspensa da organização lusófona em Dezembro, após um golpe de Estado que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de Novembro de 2025. A presidência da CPLP, que era detida por aquele país africano, passou para Timor-Leste. Questionado pela Lusa se os chefes da diplomacia da CPLP vão abordar a próxima presidência da organização lusófona para o período entre 2027 e 2029, o responsável timorense disse que o "assunto é sensível", mas que a "reunião de Conselho de Ministros vai discutir isso também". Na cimeira de Bissau, em 2025, os chefes de Estado e de Governo não chegaram a consenso sobre a atribuição da próxima presidência da organização lusófona, com uns a apoiarem a Guiné Equatorial e outros o Brasil. A XXXI reunião ordinária do Conselho de Ministros vai discutir também a agenda estratégica da CPLP para o período 2027-2033 e a elaboração da Nova Agenda Estratégica para a Consolidação da Cooperação Económica para o período 2028-2023.


