China intensifica importação de petróleo do Médio Oriente aproveitando preços mais baixos

As refinarias independentes da China estão a reforçar as importações de petróleo bruto do Médio Oriente, aproveitando os preços mais baixos resultantes do aumento da oferta na região. O movimento representa uma mudança estratégica no mercado asiático de energia e reduz a dependência do crude proveniente da Rússia e do Irão, que nos últimos anos ganharam espaço entre os fornecedores do país.
Segundo a Reuters, a normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz permitiu o aumento das exportações dos principais produtores do Golfo. Com mais petróleo disponível no mercado, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Qatar passaram a oferecer descontos entre 5 e 9 dólares por barril para conquistar compradores.
As refinarias privadas chinesas, concentradas sobretudo na província de Shandong, reagiram rapidamente ao novo cenário. Empresas como Dongming Petrochemical, Shenghong Petrochemical e Chambroad Petrochemical adquiriram milhões de barris de crude do Médio Oriente, beneficiando de condições comerciais mais competitivas.
O aumento da oferta também intensificou a concorrência entre os grandes exportadores. Para manter a competitividade no mercado chinês, fornecedores da Rússia e do Irão foram igualmente obrigados a ampliar os descontos sobre o seu petróleo.
Além de reduzir os custos de aquisição, a queda dos preços devolveu alguma rentabilidade às refinarias chinesas. Depois de registarem margens pressionadas durante o mês de junho, várias unidades voltaram a operar com lucros modestos, o que incentivou novas compras de crude.
Analistas acreditam que esta tendência poderá redesenhar o fluxo global do comércio de petróleo nas próximas semanas, consolidando o Médio Oriente como principal fornecedor da Ásia e aumentando a disputa entre os maiores produtores mundiais pelo mercado chinês.



